Escolas estaduais participam da 17ª UFMG Jovem
O uso de materiais orgânicos pode ser de grande ajuda em vários ramos da pesquisa científica, e inclusive auxiliar na limpeza da água contaminada por metais pesados. Esta é a proposta do projeto Eliminação de metais pesados na água por biossorção, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais – Campus Barbacena, um dos 50 trabalhos apresentados na 17ª UFMG Jovem. “Nosso grupo buscou metodologias já existentes, e a melhor delas foi o uso da farinha da casca de banana que contém uma substância chamada pectina responsável por tirar essas substâncias da água. Então, nós fomos pro laboratório e testamos as metodologias e o resultado foi bem satisfatório. Conseguimos comprovar que realmente o metal, no nosso caso o manganês, fica retido na casca de banana e água fica cristalina, do jeito que gostaríamos”, diz Luíza Farias, aluna participante do projeto.

Muitos alunos buscam na feira uma extensão da formação na sala de aula e no ambiente de pesquisa. “É muito satisfatório ver que o nosso trabalho desenvolvido em laboratório ganhe o reconhecimento, é uma ótima experiência estar aqui”, afirma Luíza. Para Estéfani Santana da Escola Estadual João Rodrigues da Silva “a feira é uma aprofundação da iniciação científica. Aqui, os visitantes perguntam e aprofundamos no que sabemos, e o que não guardamos pra depois pra aprofundar o projeto”, diz.
Outro projeto em exposição é o Uso das leguminosas na minimização do problema de queda na produção de leite nos meses de seca da Escola Estadual Américo Lopes de Eugenópolis (MG) que busca alternativas nas leguminosas para aumentar a produção leiteira de pequenos produtores rurais. O orientador do projeto, Fernando Furtado, destaca a extensão dos saberes que os alunos adquirem durante a pesquisa, indo além da sala de aula, como anatomia de animais, conhecimento nutricional.
“A importância da feira é, em primeiro lugar, trazer os alunos de uma cidade pequena para conhecer a Universidade. Também é importante correlacionar o ensino da vida na comunidade com o conteúdo aprendido na sala de aula. Para eles é algo muito grande e esperamos que haja um reflexo na formação”, afirma o professor. Para o estudante do 9º ano participante da iniciação, Guilherme Moura, é uma oportunidade “de adquirir conhecimento, conhecer a Universidade e coisas novas”.

Nesta edição o Colégio Técnico da UFMG (COLTEC) exibiu o projeto Desenvolvimento de uma trava eletromecânica para segurança residencial acionada por dispositivo remoto. Rúbia Gonçalves, aluna na iniciação, destacou a importância que a feira pode trazer para o futuro tanto profissional quanto para sua formação. “Uma das coisas que aprendemos foi a trabalhar em equipe, buscar ajuda de outras pessoas, um só não conseguia fazer todo o trabalho”.
Alunas do COLTEC - UFMG desenvolveram projeto de segurança.
Os trabalhos estão expostos até 17 de setembro na Praça de Serviços, no Campus Pampulha. Foram realizados por crianças e adolescentes que tiveram na escola o primeiro contato com métodos científicos. Além de Belo Horizonte, os projetos vêm de Barbacena, Betim, Contagem, Eugenópolis, Fortuna de Minas, Ipatinga, Ituiutaba, Lagoa Santa, Porteirinha, Prudente de Morais, Sabará e Santa Luzia. As expectativas para esta edição é a superação dos dois mil visitantes do ano passado.