Fruto da campanha Vem pra Escola, 35 alunos de Mucuri, em Teófilo Otoni, visitam Feira Internacional, em Paraty (RJ)

Uma viagem de cinco dias pela cidade histórica de Paraty, no estado do Rio de Janeiro, durante a realização da Festa Literária Internacional (FLIP), foi o resultado de um trabalho de 35 alunos da Escola Estadual Mucuri, localizada no distrito de mesmo nome, do município de Teófilo Otoni.

Há dez anos a escola desenvolve o projeto “Mala viajante”. Destinado a alunos dos anos inicias e finais do Ensino Fundamental, o projeto tem o propósito de incentivar a literatura e o conhecimento de autores nos mais diversos gêneros literários.

Estudantes visitaram pontos turísticos e trocaram experiências culturais. Foto: Arquivo da Escola

Segundo o diretor da escola, Aurélio Olívio Rocha, os alunos escolhem um livro, pesquisam sobre o gênero literário, o autor e realizam trabalhos que retratem seu entendimento sobre o conteúdo do livro selecionado.

Neste ano, os alunos do Ensino Médio foram incluídos no projeto. Inspirados no conteúdo curricular introduzido na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e nas turmas regulares do turno noturno, Diversidade, Inclusão e Mundo do Trabalho (DIM) - resultado da campanha Virada Educação Minas Gerais (VEM), do ano passado - eles lançaram então o projeto “Desafios na construção da identidade”: um escritor que será homenageado de alguma forma no ano de 2016 e que tem sua obra e sua vida pesquisada pela turma.

Estudantes de Mucuri, em Teófilo Otoni, visitaram a Festa internacional do Livro, em Paraty (RJ). Foto: Arquivo da Escola

A escolhida foi a autora Ana Cristina César (1952-83), homenageada nesta 14ª edição da festa de Paraty. Expoente da Poesia Marginal, Ana Cristina era crítica literária e tradutora de Emily Dickinson, Silvia Plath e Kahterine Mansfield, dentre outros. Seu estilo informal foi registrado em diários, poemas, cartas e desenhos.

Os trabalhos envolveram os conteúdos curriculares de Filosofia, Sociologia, História, Português e Geografia. Além da trajetória da autora, os alunos fizeram interpretações de diferentes formas artísticas, sobre as características da poesia marginal e a finalização foi a visita à FLIP.

 

Durante a viagem, criaram o “Diário de Bordo”, onde documentaram os momentos vividos nesses cinco dias de visita à cidade, além da arte e cultura, a história da cidade e do próprio festival.

Visitaram vários pontos turísticos e trocaram experiências com pessoas de outras culturas. “Pudemos trocar ideias e impressões culturais com gente de várias partes do mundo, como Irlanda, Dubai, Estados Unidos, Inglaterra. Foi muito proveitoso”, conta o aluno do 3º ano, Mayki Souza, 18 anos.

O projeto contou com a coordenação do diretor da escola e dos professores Walter (apoio da Educação Integral), Doriane (Língua Portuguesa) e Stefani (Oficina de Dança, Educação Integral).

Para o diretor Aurélio Rocha, essas iniciativas “são de grande importância porque resgatam valores e incentivam os alunos à pesquisa e ao estudo em geral, principalmente quando se trata de escolas em zonas de vulnerabilidade social”.