Projeto foi desenvolvido no primeiro semestre na Escola Estadual José Soares de Araújo, no município de Itamogi

A arte vem sendo utilizada pela Escola Estadual José Soares de Araújo, no município de Itamogi, para conscientizar os estudantes sobre a importância da cultura africana. No primeiro semestre deste ano, diversas palestras sobre a cultura e identidade afrodescendentes, além de atividades culturais, foram realizadas na escola. Para organização das atividades, os professores contaram com o apoio do Grêmio Estudantil.

“Esse é um tema que muitas vezes passa batido e os alunos têm necessidade de conhecê-lo. Eles mesmos estão exigindo esse conhecimento. Conversando com os estudantes no início do ano, eles disseram que mesmo o município tendo muitas atividades inspiradas na cultura negra, na escola isso era pouco trabalhado. Então resolvemos criar ações que fomentassem a discussão do tema dentro da escola”, conta o professor de História, Leandro Aparecido Lopes.

Baseados na cultura regional, os alunos montaram um terno de Moçambique na escola. Foto: Arquivo da Escola

 

Os estudantes participaram de palestras onde foram abordados a constituição da identidade nacional e os diversos elementos das tradições africanas incorporados, transformados e considerados genuinamente brasileiros; a influência africana na música brasileira, o sincretismo religioso na construção da identidade dos afrodescendentes, entre outros. Os alunos também fizeram suas árvores genealógicas.

Entre os idealizadores do projeto está Flávio Eduardo de Souza. Aluno do 2º ano do Ensino Médio, ele foi um dos responsáveis por montar um terno de Moçambique na escola. “Na minha cidade, o Congado é muito tradicional e nós montamos nosso próprio terno. Fizemos ensaios e saímos tocando pelas ruas da cidade”, afirma. O terno de Moçambique é uma representação cultural do Congado.

Estudantes discutiram o tema por meio de palestras realizadas na escola. Foto: Arquivo da Escola

 

Flávio Eduardo de Souza destaca ainda a importância de discutir temas ligados à cultura africana dentro da escola. “É uma maneira de deixar as mentes das pessoas mais abertas. Devemos sempre discutir a cultura africana e fazer isso de formas diferenciadas. Por meio de projetos, por exemplo, é muito interessante”, conclui.