Macaé Evaristo falou aos universitários sobre o perfil do pedagogo

A secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, abriu, nesta segunda-feira (01/08), o Seminário Inaugural do 2º Semestre Letivo de 2016 do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg). Ela falou para a turma de sobre o “Perfil do Pedagogo a ser formado pela Faculdade de Educação da Uemg”. 

“Gostar de gente” foi primeira recomendação da secretária. Segundo ela, ser professor é aprender numa formação que dialogue com a vida, com a luta e com os movimentos sociais. Macaé elogiou a formação de quem estuda na Uemg, que faz com que aqueles que se tornam professores cheguem às salas de aula compreendendo a realidade de cada comunidade. “O capital cada vez mais se sofistica e tem formas eficazes de nos oprimir. Temos pela frente uma tentativa de transformar a formação de professores de forma a atender ao mercado. Nossa luta é mais uma vez contra as tentativas de privatização e expropriação dos saberes”, relata a secretária de Educação.

Secretária participa de aula inaugural do curso de Pedagogia da UEMG. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE

Macaé denunciou o atual contexto que coloca em cheque um pressuposto de educação pública conquistada à duras penas. Falou das tensões presentes na discussão e construção do projeto de educadores que combatem a formação sexista e racista, ao propor a eliminação de legislações exclusivas: “Queremos poder estar nas escolas com nossas histórias e identidades”.

Ao defender a universalidade da escola pública, Macaé ressaltou a dificuldade em se traçar um perfil do professor numa conjuntura em que “todo mundo fala da importância da educação, mas, na prática, não dá importância para a formação dos educadores e a garantia de materialidade para que os projetos sejam implementados e executados”.

Macaé: Primeiro requisito para ser professor é

Em sua fala, Macaé, denunciou ainda a tentativa de desconstrução insistente da educação pública através, principalmente, da reafirmação de se tratar “escola ruim” e da criminalização da juventude. “Ser professor é ser da escola pública, onde estudam hoje, em Minas Gerais, 4 milhões de alunos. A formação deve ser fruto de diferentes práticas”, concluiu a secretária.