Em 2016, iniciativa é desenvolvida em 21 escolas estaduais de Belo Horizonte e região metropolitana

O projeto “Ler é Viver”, que tem por objetivo estimular crianças do Ensino Fundamental a praticar a leitura, realizou nos meses de junho e julho a premiação dos estudantes que se destacaram na leitura de livros infantis. A cada novo início de semestre são distribuídos kits com 50 livros infantis para as turmas participantes da iniciativa, e, durante o período letivo, os alunos são estimulados pelos professores a ler e interpretar as obras.

Ao final do semestre, os alunos que leram e interpretaram mais livros são premiados com medalhas. Aqueles que tiverem bom rendimento de leitura e interpretação de 8 a 22 livros são classificados na categoria bronze. Os que tiverem rendimento de 23 a 44 livros, na categoria prata. E aqueles que atingirem a marca de 45 a 50 livros lidos recebem classificação ouro. As crianças que lerem e interpretarem todos os 50 livros recebem ainda uma medalha de “campeão de leitura”.

Durante a premiação do projeto, estudantes assistiram à uma apresentação teatral. Foto: Arquivo da escola

A Escola Estadual dos Palmares, em Ibirité, iniciou a participação no projeto este ano e na escola a leitura das obras disponibilizadas pela iniciativa já virou rotina. O aluno do 5º ano do Ensino Fundamental, Leonardo Felipe Gonçalves Ribeiro, leu todos os 50 livros da caixa. Essa foi a primeira vez que o estudante leu tantos livros e já pensa na realização do projeto no segundo semestre. “Foi tudo muito legal. Tem um livro que eu li, mas como ele é muito difícil de entender quero ler de novo. Ele chama Odisséia e fala de coisas antigas”, conta.

Erlen Mikael Barroso Dias também é aluno do 5º ano do Ensino Fundamental. Medalhista de ouro, por também ter lido todos os 50 livros da caixa, o estudante destaca a importância da leitura para o seu aprendizado. “A leitura faz parte da nossa vida. Quanto mais eu leio, mais fácil fica entender o que a professora ensina”.

Professora dos medalhistas de ouro, Keyla Aparecida Ferreira Leite, estimula os alunos a registrarem tudo o que leem em um caderno. “Cada aluno tem um caderno e neles eles fazem o reconto, ilustram e escrevem sobre os autores, os personagens principais, entre outros”, afirma a professora.

Além de receber medalhas, estudantes que se destacaram na leitura também foram premiados. Foto: Arquivo da Escola

 A educadora também destaca os principais benefícios que o projeto trouxe para o dia a dia em sala de aula. “O projeto só veio acrescentar, principalmente na questão da leitura e interpretação textual. Também melhorou a questão da responsabilidade e organização dos alunos em sala de aula. Estamos ansiosos para o segundo semestre”, afirma Keyla.

Ainda de acordo com a professora, os pais também aprovaram a iniciativa. “Eles elogiaram muito, porque vêm que os alunos têm um interesse muito grande em pegar os livros e pedem ajuda para os pais quando têm alguma dificuldade na leitura”.

Reconhecimento aos professores

O reconhecimento do bom desempenho não é exclusividade dos alunos. Os professores que alcançam uma média igual ou superior a 20 livros lidos e interpretados por aluno também são premiados.

Ler é Viver

Criado há dez anos pelo Instituto Gil Nogueira, o projeto já beneficiou mais de 43 mil alunos de escolas públicas de Belo Horizonte e do interior do Estado. Só neste primeiro semestre de 2016, foram 21 escolas estaduais participantes e um projeto social, mais de 6 mil alunos assistidos e uma estimativa de mais de 115 mil livros lidos.