Produtos de horta escolar complementam a mesa da alimentação dos estudantes e da própria comunidade

Estimular a participação de todo o processo de plantio, cultivo, colheita e produção de pratos agradáveis e coloridos foi o objetivo do projeto Horta Especial, desenvolvido por educadores e colaboradores da Escola Estadual de Educação Especial Novo Horizonte, de Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

A tarefa auxilia o crescimento intelectual e o desenvolvimento educacional de 222 alunos de ensinos Fundamental, Médio e Jovens e Adultos (EJA).

O espaço destinado às hortas é escolhido pelos próprios alunos. Foto: SEE/Arquivo da Escola

A proposta, segundo o diretor do estabelecimento, Hugo Mendes, surgiu no ano passado, quando um vizinho da escola, Marco Nagoa, propôs a aplicação de técnicas de reutilização das sobras da horta da escola como adubo nos próprios canteiros. “Ele se dispôs a desenvolver um trabalho voluntário, junto aos responsáveis pela horta e aos alunos. A ideia foi abraçada pelo professor de Oficina Pedagógica, Saulo Silvestre, que tem formação em agroecologia, e contou com a contribuição também da engenheira ambiental Layla Mendes”, relatou o diretor.

A cada mês, 15 alunos são selecionados para participar dos processos do plantio até a preparação na cozinha da escola. Para o idealizador do projeto, Marco Nagoa, criar e manter uma horta agroecológica na escola Novo Horizonte, além de fornecer alimentação saudável, promove a interação e os aprendizados sobre todo o ciclo dos alimentos. “Ao conhecer este ciclo, as pessoas envolvidas compreendem o espaço produtivo dos alimentos que irão fazer parte da alimentação diária, se reconhecem como produtoras destes alimentos e criam uma relação com a terra, com o que é produzido, com os agricultores, reforçando cada vez mais o sentido de pertencimento”.

As hortaliças compõem a merenda escolar. Foto: SEE/Arquivo da Escola

Os estudantes são estimulados a indicar e explorar as áreas de plantio, identificar as plantas já existentes e em rodas de conversa definem quais plantas serão cultivadas e o formato dos canteiros. “É uma oportunidade também de trabalharmos os sentidos como tato, cheiro e sons do ambiente”, explica Nagoa.

Durante o processo, os alunos são incentivados também a replicarem hortas em suas próprias casas e passam a adquirir o hábito de ingerir vários tipos de legumes, frutas e verduras, além de adquirir conhecimento sobre o valor nutritivo dos alimentos cultivados.

As hortaliças excedentes são distribuídas na cidade. Foto: SEE/Arquivo da Escola

A proposta ganhou o interesse de toda a comunidade escolar. Neste primeiro semestre, segundo o diretor, foram plantadas diversas hortaliças, como agrião, alface, rúcula, cebolinha brócolis, mandioca. “Para o próximo semestre deveremos plantar frutas”.