Iniciativa aconteceu no Plug Minas no último sábado (25/06)

A Associação Imagem Comunitária (AIC), em parceria com a Secretaria de Educação (SEE) e o PlugMinas, promoveu no último sábado (25/06) o ‘’Seminário de Educação Integral’’, em Belo Horizonte. O evento, que aconteceu no PlugMinas, foi um momento para compartilhar as boas práticas da Educação Integral e refletir sobre os sentidos, desafios e potencialidades da iniciativa. Na programação, mesas de debate, palestras e espaços para troca de experiências.

Na abertura, a coordenadora geral das Ações de Educação Integral da SEE, Rogéria Freire de Figueiredo, relatou a construção da política da Educação Integral em Minas Gerais. ‘’Inspirados no Programa Mais Educação, trabalhamos com o conceito de educação integral e integrada, mas não como antes, baseado somente na ideia de tempo integral, fazendo o mais do mesmo. Trabalhamos o Integral levando em consideração a educação do sujeito em sua totalidade, tanto no cognitivo como no socio-emocional e a ampliação de direitos para outros tempos e espaços educativos. É sair da escola e cada vez mais ocupar a cidade, ocupar e resistir’’.

Evento, que aconteceu no PlugMinas, foi um momento para compartilhar as boas práticas da Educação Integral e refletir sobre os sentidos, desafios e potencialidades da iniciativa. Foto: Divulgação

Na sequência do evento, o professor, mestre em educação pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e representante do Instituto Ayrton Senna, Paulo Emílio de Castro Andrade, apresentou sua experiência em educação integral no Rio de Janeiro. O professor falou sobre a responsabilidade de todos da escola em formar leitores e produtores de texto.

Já o professor da Faculdade de Educação da UFMG e coordenador do Observatório da Juventude, Geraldo Leão, apresentou a palestra ‘’O Jovem como sujeito social e cultural’’. Para o professor, é necessário frisar que a saída para a educação pública está no diálogo entre a escola, estudantes, professores e família. ‘’Precisamos sair da dicotomização social e dialogar para encontrar o caminho para a educação pública. A escola tem que ser um lugar onde jovens, professores e família se encontrem para construir juntos uma educação pública de qualidade que atenda aos interesses da comunidade’’, pontuou ele.

Experiências

Em seguida, professores das escolas estaduais Amélia de Castro, Instituto Agronômico e Presidente Dutra compartilharam experiências e ações já desenvolvidas e discutiram sobre os desafios da Educação Integral.

A representante da Associação Imagem Comunitária (AIC) e coordenadora do Colabora, Emanuela São Pedro, ressaltou a importância do seminário para a articulação da Educação Integral e a troca de experiências entre os professores e alunos das escolas estaduais parceiras, que utilizam o espaço do PlugMinas nas oficinas oferecidas pelo Colabora, na Educação Integral. ‘’Este movimento é o primeiro de outros que virão. O encontro possibilita a integração e a socialização das informações e boas práticas das escolas e ainda que todos os educadores saibam o que está sendo feito nas oficinas e possam trabalhar coletivamente nas ações da Educação Integral”.

O protagonismo juvenil ficou evidente no momento da apresentação das ações no espaço Colabora, como as das estudantes Dalila Júlia Alves (9º ano do Ensino Fundamental, da Escola Estadual Instituto Agronômico) e Amanda Madeira de Oliveira (3º ano do Ensino Médio, da Escola Estadual Amélia de Castro), que mandaram seu recado para os presentes (confira o trecho da gravação AQUI). Já para as estudantes do 8º ano da Escola Estadual Instituto Agronômico, Fernanda Fumega, Kimberly Rayane e Rosana Victória, a proposta é usar o rádio escolar como ferramenta pedagógica. Elas escreveram e apresentaram o projeto de rádio na sua escola (Confira o trecho da gravação AQUI e o projeto apresentado AQUI).

Estudantes apresentaram as ações que são realizadas no espaço Colabora. Foto: Divulgação

No final do evento, o diretor artístico do PlugMinas, Gil Amâncio, chamou a atenção para expressões como dançar, pintar e cantar, dentre outras, como parte da educação. ‘’A arte de brincar e a tecnologia vai nos possibilitar a trabalhar a convivência social saudável na escola’’, observou ele.

O coordenador pedagógico das Ações de Educação Integral da SEE, Álan Pires, encerrou o evento falando da importância de uma gestão compartilhada dos polos de Educação integral e informou que está sendo organizado um encontro com todos os polos para formação dos professores, além de uma sistematização das ações de implantação de cada polo. A ideia desta sistematização é que seja feita coletivamente, apresentando as experiências desenvolvidas até o momento e a proposta educativa dos Polos.