No Seminário sobre Inclusão no Ensino Médio que acontece em BH, convidados  apresentam experiências nacionais e em internacionais sobre o tema

No primeiro dia do Seminário Internacional sobre Inclusão de Adolescentes e Jovens no Ensino Médio, que acontece hoje (27) e amanhã (28) em  Belo Horizonte, convidados nacionais e internacionais  apresentaram as experiências desenvolvidas em suas comunidades na inserção de adolescentes na educação. Foram realizadas sete oficinas e salas temáticas que debateram e compilaram princípios e estratégias do Brasil e de países da América Latina como Uruguai, Chile, Equador, Bolívia e Argentina.

O período da tarde foi ocupado por sete oficinas, divididas pelos temas: O desafio de apoiar os adolescentes retidos no Ensino Fundamental; Esporte, cultura e lazer como dinâmicas e linguagens que promovem a inclusão escolar; Estratégias multissetoriais a partir de políticas de assistência social, saúde, educação e trabalho; Educação integral e Juventude; Juventudes Urbanas e cidade como espaço educativo; A educação em territórios específicos, Educação do Campo, Educação Quilombola, Educação Indígena e Diversidade e Tecnologia da Informação e comunicação.

A dinâmica consistiu em uma breve apresentação temática, conduzida pelo coordenador da oficina. Logo após, os grupos ouviram pelo menos quatro experiências, cada um, de ações e programas de inclusão e fizeram um debate sobre o tema. As propostas finais foram encaminhadas à equipe de sintetização das propostas e serão apresentadas no debate de encerramento que acontece nesta quinta-feira (28/04).

A tarde os participantes se dividiram em 7 grupos. Foto Geanine Nogueira/ACS-SEE

Para Betânia Maria Gomes Raquel, da Secretaria de Estado da Educação do Ceará e representante do Forum Nacional do Ensino Médio, o Seminário foi um excelente momento. “Pela primeira vez participo de um evento onde a participação é ampla, onde a discussão da inclusão e do retorno e manutenção dos jovens nas escolas tem a digital deles. Eles são protagonistas desse momento e participam ativamente. Viemos mais como ouvintes, porque passamos por esse momento de discussão de como conquistar o jovem de 15 a 17 anos para voltar ou se manter na escola. Damos aqui um passo importantíssimo”, ressaltou ela.

Jônatas Fortes da Silva, da Escola Estadual Simão da Cunha, estudante do 2º ano do Ensino Médio, considerou o Seminário como momento “único onde o estudante pode escolher os caminhos da educação que ele quer”.

Para Vita Pereira, formada em Ensino Médio em Tecnologia de Edificações, em Barueri, São Paulo, “a troca de experiências, as rodas de conversas, o compartilhamento de vivências entre pessoas de vários países e estados nos dá um gás a mais para continuar na luta contra a discriminação e pela inclusão. Vim para falar sobre a evasão de pessoas trans do ambiente escolar”, explicou.

Vita conta que sua militância se fortaleceu a partir da discriminação “sofrida na própria pele, quando em minha escola fui agredida com pichações discriminatórias pelo meu modo de vestir e de me apresentar em público. Inclusive da diretora. A partir de então, a escola se mobilizou e realizou uma semana de debates sobre inclusão, preconceito e diversidade”.

Para ela, o Seminário em Minas coroou toda uma luta que está “apenas se iniciando no Brasil e essas inciativas, partindo inclusive de uma secretaria de estado de educação, é incrível”.

O encontro termina nesta quinta-feira com a apresentação da compilação das experiências e das propostas elaboradas pelos grupos temáticos.   O Seminário Internacional sobre inclusão de Adolescentes e Jovens no Ensino Médio  é uma realização da Secretaria de Estado da Educação de minas Gerais (SEE-MG), do Unicef, do Ministério da Educação, da Fundação Itaú Social  e Cenpec.