Encontros regionais acontecem no sentido de promover discussão coletiva sobre educação especial e inclusão

“A construção de um Estado democrático de direito, que respeite todos os diferentes e suas diferenças, e o reconhecimento da humanidade em todas as pessoas”. Com essas palavras a Secretária de Estado de Educação (SEE), Macaé Evaristo, abriu o I Seminário de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, na terça-feira (19/4), no auditório do Instituto Imaculada Conceição, em Governador Valadares. Nesta quarta-feira (20/4), acontecem as oficinas.

O encontro reuniu diretores, especialistas, supervisores, pedagógicos e profissionais de suporte de todo o território da Superintendência Regional de Ensino (SRE) Governador Valadares. Esse evento é consequência do Seminário Estadual que aconteceu em novembro de 2015, em Belo Horizonte, com a indicação de que todas as regionais promovam em seus territórios a discussão coletiva da Educação Especial na perspectiva inclusiva.

Secretaria Macaé Evaristo participou do seminário que discutiu educação inclusiva. Foto Arquivo SRE/Governador Valadares

O seminário contou com a participação da professora doutora da Unicamp Maria Terezinha da Consolação e versou sobre a organização das escolas sob a perspectiva inclusiva, tratando da gestão escolar, prática docente, contribuições de profissionais de suporte e de atendimento educacional especializado.

Para Ana Regina de Carvalho, diretora de Educação Especial da SEE “o importante nesses seminários regionais é promover a construção coletiva dessa proposta. Os educadores em geral precisam entender que o atendimento educacional especializado é uma responsabilidade de todos”.

Seminário teve um dia de oficinas. Foto: Arquivo/SRE-Governador Valadares

Cláudia Amorim Braga, superintendente regional de ensino de Governador Valadares, destacou o desempenho das equipes da SRE e dos profissionais da educação que foram responsáveis pela expressiva presença no seminário.

Para uma plateia de mais de mil pessoas, Macaé Evaristo ressaltou a importância da presença dos educadores nas conquistas democráticas e de direitos: “Houve um tempo que nossas mães dormiam em filas para ter uma vaga para os filhos numa escola pública. Houve um tempo em que negros não podiam se matricular. Temos uma planta escolar em que os prédios das escolas não permitem a acessibilidade, as pessoas importantes daquela época não se comoviam com as pessoas que necessitavam de acessibilidade”.

Auditório do Instituto Imaculada Conceição ficou lotado. Foto: Arquivo SRE-Governador Valadares

A secretária apontou a segregação de jovens e crianças que por suas diferenças eram condenados a uma vida aprisionados em um “quartinho no fundo de suas casas.” Apelou à consciência dos presentes para que não se deixem convencer pela incompreensão, construída socialmente, em relação ao próximo. “Nossa luta é desconstruir essas barreiras que impedem que as pessoas tenham vida digna, independente de suas dificuldades”, finaliza Macaé.