Conscientização aconteceu em escolas de todas as SREs

Atendendo ao chamado da Secretaria de Estado de Educação (SEE) para que neste dia 4 de março dessem visibilidade às ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, escolas estaduais em todas as 47 Superintendências Regionais de Ensino (SRE) do Estado se mobilizaram, extrapolaram os muros das escolas e partiram para o combate aos focos do mosquito. O objetivo foi sensibilizar suas comunidades para a importância da participação popular nesta tarefa.

O dia 4 de março foi indicado pelo MEC como o Dia Nacional de Visibilidade dentro do Plano de Ações para o enfrentamento do mosquito e de focos criatórios. O MEC disponibiliza em seu portal http://portal.mec.gov.br/zicazero/index.html, informações e recursos didáticos para o desenvolvimento dessas ações.

Escola teve alunos e funcionários vítimas da dengue mobilizou comunidade. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE

De forma criativa, cada escola elaborou uma pauta de ações dentro de sala e junto às comunidades em seu entorno. Crianças, adolescentes, pais, professores, educadores e servidores da educação se esforçaram na campanha de conscientização e de eliminação de focos.

Foram muitos os exemplos de mobilização da comunidade. Na Escola Estadual Margarida Prado, no bairro Monte Azul, em Belo Horizonte, local onde houve grande incidência de dengue entre alunos e servidores, as atividades começaram cedo, com a presença de agentes de saúde, grupos comunitários e ONGs. Os alunos fizeram diversas apresentações, resultado de semanas de trabalhos em sala de aula e fora dela.

Alunos criaram e espalharam armadilhas contra o mosquito por todo o bairro. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE

Segundo a diretora, Patrícia Aparecida Mariano, houve uma intensa participação de toda a comunidade escolar. “Começamos em sala de aula, com trabalhos multidisciplinares, com apoio importante das matérias de Ciências e Biologia. As ações foram ganhando toda a escola e passamos a convocar demais agentes da comunidade do entorno.”

Os alunos construíram armadilhas, de garrafas pet, e distribuíram-nas pelas residências do bairro. Uma semana depois, as armadilhas foram recolhidas, ocasião em que puderam constatar onde havia foco do mosquito e assim redobrar a atenção.
A larva capturada foi estudada em todas as suas fases nas aulas de Biologia e Ciências. Depois do processo, os alunos fizeram trabalhos como desenhos, composições e produziram músicas e apresentações teatrais, apresentados durante o evento desta sexta-feira (04/3).

Palestras, pesquisas com repelentes naturais, caminhadas com panfletagem foram iniciativas que a Escola Estadual Antônio Belarmino Gomes, de Santo Antônio dos Campos, escolheu para chamar a atenção para a situação grave de avanço de doenças como a dengue e outras transmitidas pelo mosquito.

Apresentações foram resultado de estudos interdisciplinares sobre o Aedes Aegypti. Foto: Elian Oliveira/ACS-SEE

Na Escola Estadual Professor Aparecido Medeiros, localizada no presídio de Andradas, houve aulas expositivas, debates e a realização de Concurso de Frases Promovidas pela Secretaria de Desenvolvimento Social – SEDS.
Houve atividades em todas as regiões do Estado. Segundo a Superintendente de modalidades e Temáticas Especiais de Ensino, Iara Felix Viana, da SEE-MG, é preciso contribuir para a mobilização social no controle do Aedes aegypti, “visando ampliar e fortalecer a participação comunitária no controle do vetor é de extrema importância.”