Com a participação de cerca de 250 inscritos e mais de 200 propostas, Encontro foi realizado Montes Claros

Participantes comemoram no encerramento do evento. Foto Elian Oliveira - ACS/SEE

Cerca de 250 pessoas, quase o dobro do esperado, participaram do Encontro Regional de Educação do Campo e Quilombola, realizado entre os dias 04 e 05/11, em Montes Claros. Na ocasião, foram elaboradas 217 sugestões com propostas relacionadas aos desafios da construção de práticas pedagógicas e de ensino-aprendizagem comprometidas com a superação de estereótipos sobre escolas no meio rural.

A partir da compilação de todas as propostas, segundo Sônia Roseno, coordenadora da Educação do Campo e Quilombola da Secretaria de Estado de Educação, será possível traçar ações prioritárias que as escolas devem executar, “dando visibilidade a essa discussão e a consolidação de uma identidade que valorize os sujeitos quilombolas e camponeses.”

A SEE se prepara para organizar o próximo Encontro previsto para o primeiro semestre do ano que vem. A cidade sede será Caratinga, e o encontro vai englobar 63 escolas estaduais localizadas nas Superintendências Regionais de Ensino (SRE) Caratinga, Guanhães, Governador Valadares e Teófilo Otoni.

Outras 51 escolas serão atendidas nos encontros que acontecem no microterritório de Diamantina, que vai reunir as SREs de Almenara, Araçuaí, Curvelo e Diamantina. E em São João Del Rey, a iniciativa reunirá escolas dos territórios das Vertentes, Mata, Sudoeste, Triângulos Sul e Norte e Central, abrangendo um total de 88 escolas. Assim, serão mais três encontros que reunirão, ao todo, os 17 territórios de desenvolvimento do Estado.

A dinâmica deverá seguir a realização do primeiro encontro. Os participantes foram divididos em quatro Grupos de Trabalho, assistiram a minicursos e promoveram debates e elaboraram propostas.

 

Foram ministrados minicursos divididos em quatro grupos de trabalho. Foto: Elian Oliveira - ACS/SEE

O encerramento foi muito comemorado pelo auditório formado por professores, diretores escolares, superintendentes regionais e analistas de SREs. As intervenções convergiram no sentido de elogiar as iniciativas da SEE em fortalecer as políticas e ações referentes à formação continuada e capacitação de professores e gestores envolvidos nessa temática.

Para a professora Nelza da Silva Sobrinha, o encontro foi um marco ímpar na evolução da escola rural e principalmente quilombola. “Foi uma oportunidade de redefinir e conceituar adequadamente o que, quem e qual é a escola do campo e contextualizar os quilombolas. Desde as lutas da década de 60, ao processo de redemocratização nos 1980, somente agora conseguimos o respaldo básico que norteará nossos passos rumo a novas conquistas”, disse a educadora, que atua nas escolas estaduais Clóvis Salgado e Maria da Conceição Avelar, de Montes Claros.

O vice-presidente da Fundação Educacional Caio Martins (Fucam), Gildázio Santos, destacou o simbolismo dos dois dias do encontro, sobretudo “por acontecer no Norte de Minas, no coração das práticas da agricultura familiar. Entre as comunidades quilombolas já mapeadas a grande maioria se encontra nessa região. E para nós trata-se de uma atenção especial, já que temos uma parceria estreita com a SEE.”