Atender às especificidades do estudante noturno está entre os focos pedagógicos da Secretaria de Estado de Educação

Implementar o ensino médio noturno para atender o jovem trabalhador em suas especificidades. Com o objetivo de criar meios que aproximem a prática pedagógica do mundo do trabalho, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) se reuniu nesta quarta-feira (05/08) com representantes de instituições que atuam com a oferta de estágio e atividades de jovem aprendiz. “O que estamos fazendo hoje é a ampliação da discussão do ensino no noturno, o que começou a ser feito com educadores. Agora, convidamos essas instituições que capacitam os jovens para o trabalho. Juntos, vamos alinhar ações para fazer com que o ensino dialogue com a realidade dos estudantes que trabalham”, explicou o diretor de Ensino Médio da SEE, Wladmir Tadeu Silveira Coelho.

Aproximar as práticas pedagógicas ao mundo do trabalho é um dos desafios para o ensino noturno. Crédito: Hudson Menezes ACS/SEE

Durante a manhã, os participantes discutiram o alinhamento do currículo escolar do aluno do noturno à sua rotina de trabalho. A proposta em debate sugere que parte da carga horária estabelecida para as atividades letivas seja feita a partir de projetos.
Uma das instituições que ofertam atividades voltadas ao trabalho do jovem aprendiz e que esteve presente no encontro é a Associação Profissionalizante do Menor (Assprom). Em todo o Estado, cerca de 3.200 estudantes estão envolvidos nas modalidades “adolescente trabalhador” e “jovem aprendiz”. “Educação e trabalho andam juntos. O que a gente percebe na experiência com o jovem hoje é que, para ele se colocar e ter melhor renda na sociedade, ele precisa estudar. Essa troca é fundamental”, avalia a coordenadora da Divisão de Formação e Orientação Profissional da Assprom, Cláudia Furtado.

Grupo de trabalho

Na Secretaria de Estado de Educação, as discussões sobre a reformulação no ensino noturno começaram em março deste ano. A partir de um grupo formado por representantes da SEE, das Superintendências Regionais de Ensino A, B e C e diretores de escolas estaduais de Belo Horizonte e Região Metropolitana, estão sendo trabalhadas ações que adequem o ensino às necessidades dos alunos que estudam à noite a partir dos currículos, tempos e espaços escolares. Com a ampliação das discussões a partir da inclusão do tema mundo do trabalho e das instituições que lidam com o tema, a SEE busca ofertar um ensino que dialoga com a realidade do aluno.

Ensino noturno no Estado

Em Minas Gerais, 1.098.492 adolescentes estão na faixa de 15 a 17 anos. Dentro deste grupo, 32,6% dos jovens são economicamente ativos, 26,5% não concluíram o ensino fundamental e 9% abandonaram o ensino médio. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD – 2013).