O Seminário “Práticas de escrita: da cultura local à sala de aula” faz parte das ações da Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro
Francis Mari Ribeio da Silva Tavares, da Escola Estadual Professor Souza Nilo, em Itanhandu, na região Sul do Estado, e Maria Geralda Silva, da Escola Estadual Professor José Hugo Guimarães, em Carmo do Paranaíba, no Triângulo Mineiro, são professoras de Língua Portuguesa da rede estadual de ensino. Entre os dias 22 e 23 de junho, elas apresentam os projetos que desenvolvem em suas escolas no Seminário “Práticas de escrita: da cultura local à sala de aula”, realizado em São Paulo.
Ao todo, 24 projetos de ensino da língua criados por professores de escolas públicas em várias regiões do Brasil serão apresentados nos dois dias de Seminário. Estes professores participaram do curso à distância “Caminhos da Escrita”, criado pelo Programa Escrevendo o Futuro em 2014 e que já formou quase 100 turmas. Cerca de 600 participantes certificados pelo curso foram convidados a apresentar o projeto que desenvolveram aos organizadores do seminário. Era a primeira condição para a seleção de participantes. Ao final do processo, 24 projetos foram escolhidos.
Para Francis Mari Ribeiro da Silva Tavares, a apresentação da iniciativa é uma oportunidade única. “Vou crescer muito. Terei a oportunidade de conhecer iniciativas desenvolvidas por outros educadores e mostrar como dá certo trabalhar com ações inovadoras na sala de aula”, conta. Já Maria Geralda Silva destaca que a apresentação representa a valorização do seu trabalho. “É um momento muito importante, porque representa que o meu projeto foi valorizado. Vou poder demonstrar não só o que eu faço, mas também que Minas Gerais tem uma educação de qualidade”.

Experiências
O projeto que será apresentado pela professora Francis Mari Ribeiro da Silva Tavares teve como foco as redes sociais. “Primeiro, escolhemos os temas que iríamos tratar por meio de uma enquete feita em um grupo fechado no Facebook. Os alunos escolheram como tema a maior idade penal”, ressalta a educadora.
As discussões foram fomentadas com a ajuda dos professores de História e Geografia. Os alunos também deveriam pesquisar sobre o tema e postar artigos, matérias de jornais, entre outros. Segundo Francis, o objetivo do trabalho foi alcançado. “A leitura e informações nos deixam mais críticos. Esse projeto vai ajudar os estudantes não só a escrever bons textos, mas também, a saber, contestar e debater com a família e colegas”. O projeto “Redes sociais: espaço para (re) formulação de opiniões” foi desenvolvido com os alunos do 3º ano do ensino médio.
O projeto “Água: letramento e economia, um folheto informativo” também foi desenvolvido com alunos do 3º ano do ensino médio. Além de trabalhar a Língua Portuguesa, a iniciativa também estimulou os alunos a economizarem água. “Trabalhei com parodias, charges e tivemos um momento voltado para a leitura dos textos produzidos pelos alunos e que tiveram como foco a questão da água”, conta.
O projeto ainda prevê a distribuição de folhetos de conscientização sobre a importância do consumo consciente de água.
A servidora da Magistra, Escola de Formação e Desenvolvimento dos Profissionais da Educação de Minas gerais, Audrey Regina Carvalho Oliveira, também participará das atividades do Seminário.
Seminário
O tema deste ano é “Práticas de escrita: da cultura local à sala de aula” e será aberto com a palestra “Os cinco grandes desafios do ensino da língua portuguesa”, proferida pelo professor Joaquim Dolz, da Universidade de Genebra, na Suíça, um dos mais renomados pesquisadores na área do ensino de língua da atualidade.
A iniciativa da Fundação Itaú Social e do Cenpec, os seminários do programa são realizados a cada dois anos. O primeiro aconteceu em Brasília, em 2011, e o segundo foi em São Paulo, em 2013, sempre reunindo especialistas, pesquisadores e educadores da rede pública de todo o país.