Educadores de todas as regiões mineiras destacam a importância do acompanhamento pedagógico para o destaque de Minas no Ensino Fundamental de todo o país

No Encontro dos Diretores da Diretoria Educacional das Superintendências Regionais de Ensino (SRE), Gerentes e Equipes Regionais do Programa de Intervenção Pedagógica (PIP/EF), Projeto Educação em Tempo Integral (Proeti), Núcleo de Apoio Pedagógico ao Ensino Médio (Napem) e Inspetores Escolares, realizado nos dias 18 e 19 de novembro, em Belo Horizonte, estiveram presentes as equipes que realizaram, nos últimos anos, um importante trabalho para que Minas tivesse o melhor ensino fundamental do País.

Para Cláudia Lara, diretora Educacional da SRE Metropolitana B, esse é um momento de comemorar o resultado alcançado nos últimos quatro anos. “É uma avaliação dessa equipe que é maravilhosa, que deu a vida nas escolas e está colhendo frutos. Acho mais que justo esse momento e confraternização e avaliação desses quatro anos”, afirma.

Cláudia, a equipe da sua regional e das outras 46 regionais atendem in loco às 3,6 mil escolas da rede estadual. São 2,2 milhões de alunos que têm seu processo de aprendizagem acompanhado de perto pela equipe pedagógica da Secretaria.

Servidores de todo o Estado se encontraram para avaliar o trabalho feito nos últimos quatro anos. Foto: Lígia Souza ACS/SEE

Sandra Baldoni, analista educacional da SRE Campo Belo, acredita que esse acompanhamento faz toda a diferença no que acontece dentro das escolas.” É importante a nossa presença acompanhando o trabalho da ponta, dos atores mais importantes da escola, que são os alunos e professores. Quando a gente adentra a escola, tem esse contato direto, a gente entende mais, conhece mais, compreende melhor a realidade em que a escola está inserida e pode discutir, dialogar com os pares e apontar alguns caminhos, algumas sugestões para a melhoria do processo pedagógico”.

Já Maria Augusta Rodrigues da Silva atua na SRE de Varginha desde 2002. Com o tempo de trabalho, ela pôde ver de perto as vantagens que o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP) trouxe desde que foi implantando, em 2007. “Antes a gente trabalhava, mas não tinha metas, então a maior importância foi colocar essas metas. Na escola passou-se a ter uma cultura de avaliação, de diagnosticar, de mostrar caminhos para os professores. E a gente ajuda nesse monitoramento”.

Maria Augusta destaca que nesses últimos quatro anos seu trabalho foi ampliado. Os anos finais do ensino fundamental da rede estadual foram inseridos na iniciativa em 2012. As escolas da rede municipal também, em 2013. No mesmo ano, foi criado o Núcleo de Apoio Pedagógico ao Ensino Médio (Napem), que acompanha de perto as escolas estaduais que ofertam o ensino médio – que foram inseridas em outra importante iniciativa da Secretaria, o Reinventando o Ensino Médio, que foi universalizado em 2014.

A dificuldade que ela e os outros analistas tiveram no começo no PIP foi superada, aos poucos, em cada nível de ensino. “Em primeiro lugar tem uma resistência, ele acha que está sendo fiscalizado, até o momento que a gente consegue passar pra eles que a gente também tá lá como sistema. De 1º ao 5º anos do ensino fundamental foi difícil no início, mas conseguimos. A partir do momento que entrou nos anos finais foi a mesma resistência. Agora entramos no ensino médio. Com isso, passamos por todas as etapas. Quando a escola sente que está junto, você entra na sala e o professor não tem mais medo de errar. E podemos ajudar o professor”.

Cada regional trouxe um pouco do seu trabalho para expor nos dois dias de encontro. Foto: Lígia Souza ACS/SEE

O melhor ensino fundamental do Brasil

Desde 2009, os alunos de Minas têm o melhor resultado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Na edição de 2013, os anos finais também passaram a ocupar o primeiro lugar no ranking.

Esse resultado reflete o trabalho de professores e alunos, assim como dos participantes do Encontro dos Diretores da Diretoria Educacional das Superintendências Regionais de Ensino (SRE), Gerentes e Equipes Regionais do Programa de Intervenção Pedagógica (PIP/EF), Projeto Educação em Tempo Integral (Proeti), Núcleo de Apoio Pedagógico ao Ensino Médio (Napem) e Inspetores Escolares.

Sandra ressalta o papel de todos os envolvidos nesse resultado positivo. “É um esforço de todos os atores: analistas, de professores, diretores e alunos. De todos os educadores em geral”. Mas o sentimento geral é orgulho. “Nós sentimos muito orgulho de saber que participamos, que tem uma partezinha nossa lá”, afirma Maria Augusta.

Exposição de trabalhos

No encontro, as SREs levaram um pouco de seu trabalho para mostrar aos colegas de outros cantos do Estado. Foram expostos banners, portfólios e outros trabalhos das equipes das regionais.

“A gente pediu que eles trouxessem um balanço das atividades, projetos que marcaram, que usassem sua criatividade e trouxessem algo que poderia ser exposto. Teve Superintendência Regional de Ensino que trouxe também de escolas. Pudemos ver o envolvimento, muitos trabalhos do Projeto Educação em Tempo Integral, do Reinventando o Ensino Médio, depoimento de professores e alunos. A exposição ficou muito interessante”, conta a Raquel Elizabete de Souza Santos, subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica.