Jornalista e ex-aluno lança livro sobre o Estadual Central

Nesse fim de semana, a Escola Estadual Governador Milton Campos, o tradicional Estadual Central, ganhou uma homenagem. Foi lançado neste sábado o livro ‘Colégio Estadual’, escrito pelo jornalista e ex-aluno Renato Moraes.

Segundo Renato, o livro é parte de uma pesquisa muito maior sobre os anos 60 em Belo Horizonte, cidade que teve um importante papel no Golpe de 64. “O Colégio Estadual é uma peça fundamental nesse xadrez serve como um prólogo dessa história. Essa versão é condensada. O texto que escrevi antes extrapolou os limites da coleção”. Renato desenvolve esse trabalho há seis anos e, agora que essa versão a história do Estadual Central foi lançada, ele continuará desenvolvendo esse projeto.

O livro foi lançado no último sábado, em Belo Horizonte. Foto: Divulgação Conceito Editorial

O período estudado por Renato é exatamente o período em que ele esteve matriculado na escola. “Passei praticamente todos os anos de 1960, que foi certamente o apogeu do Estadual Central em função do período – do período JK até o Golpe. A escola é peça primordial em BH junto com as demais universidades em um trabalho coletivo e integrado”.

O trabalho completo do jornalista sobre o Estadual Central também será lançado. “Tenho um compromisso com a Editora UFMG e vai ser lançada uma versão completa e ampliada, como um livro de arte que vai resgatar todo o colégio”, destaca o autor.

Restauração

O lançamento do livro vem junto com a reforma de restauração do Estadual Central. Com um investimento de R$ 12 milhões, a obra visa restaurar as características originais dos prédios projetados por Oscar Niemeyer e que foram inaugurados em 1956. Também estão previstas modernizações que garantirão o conforto dos alunos de uma das mais tradicionais escolas de Belo Horizonte.

Coleção

O livro ‘Colégio Estadual’ faz parte da coleção ‘BH de Cada Um’, da Conceito Editorial. Esse é o 26º livro da coleção, que inclui livros sobre bairros tradicionais da cidade, como Padre Eustáquio e Santa Tereza e de outros marcos belorizontinos, como o Edifício Maletta e o Mineirão.

(Durante o período eleitoral, o acesso a este conteúdo não foi disponibilizado no site da Secretaria de Estado de Educação)