Levantamento divulgado nesta sexta-feira (05/09) pelo MEC revela que índice da rede estadual mineira nos anos iniciais superou a meta do Brasil para 2021. Estado, que já liderava nos anos iniciais, assumiu a ponta também nos anos finais
Divulgado em Brasília nesta sexta-feira (05/09) pelo ministro da Educação, Henrique Paim, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ano-base 2013, atesta que Minas Gerais se firma cada vez mais como uma referência nacional em educação, em especial no ensino fundamental.
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), Minas Gerais melhorou ainda mais seus resultados neste que é o principal indicador de qualidade da educação do País, e lidera o ranking entre os estados brasileiros no ensino fundamental, tanto para os anos iniciais (1º ao 5º ano), quanto para os finais (6º ao 9º ano). O estado tem o melhor índice entre as redes estaduais e também o melhor índice quando consideradas todas as redes de ensino (estadual, municipais e particulares).
O quadro a seguir mostra a evolução do IDEB de Minas Gerais desde a criação do índice em 2005:

Desde o último levantamento, realizado em 2009, a rede estadual mineira já liderava o ranking nacional do Ideb nos anos iniciais do ensino fundamental, quando foi a primeira rede estadual do país a alcançar índice 6,0. Em 2013, o Ideb da rede estadual cresceu para 6,2 – o que garante a primeira colocação nacional, ao lado da rede estadual do Paraná, que também alcançou o índice de 6,2. Quando consideradas todas as redes de ensino, o Ideb mineiro aumentou de 5,9 para 6,1. É também o melhor índice do Brasil, ao lado de São Paulo, que também chegou a 6,1. Destaque-se que o Ministério da Educação considera que o índice 6,0 é referência em educação para países desenvolvidos.
Minas já superou a meta nacional para o ano de 2021
Com Ideb 6,2, a rede estadual mineira não só garante o primeiro lugar do ranking pela terceira vez consecutiva nos anos iniciais do ensino fundamental, como supera, com oito anos de antecedência, a meta brasileira para as redes estaduais do país. “A meta que o MEC estabeleceu para a rede estadual mineira para 2015 é de 6,2. Em 2013 nós já batemos essa meta, o que é muito importante. Além disso, o MEC tem uma meta para todas as redes estaduais do Brasil em conjunto. Esta meta do MEC para o ano de 2021 é 6,1. Então, em 2013, a rede estadual de Minas superou a meta do MEC para as redes estaduais do Brasil em 2021. Portanto, nós podemos dizer, até com alegria, mas também com humildade porque há muito trabalho pela frente, que o futuro chegou oito anos antes”.

De acordo com a projeção do MEC, em 2021 o conjunto de todas as redes estaduais deverá atingir Ideb 6,1 e a rede estadual de Minas Gerais já superou esse índice em 2013.
O gráfico a seguir mostra o ranking do IDEB nos anos iniciais do ensino fundamental, com os índices obtidos pelas 27 unidades da Federação em 2013:

Liderança também nos anos finais do ensino fundamental
Nos anos finais do ensino fundamental o crescimento do índice mineiro também foi expressivo. O Ideb da rede estadual passou de 4,4 em 2011 para 4,7 em 2013. Com esse índice, a rede estadual mineira, que era a segunda melhor do país até 2011, assume a liderança. Em segundo lugar está a rede estadual de Goiás, com Ideb 4,5, e em terceiro a rede estadual paulista, com Ideb 4,4.
Considerando o Ideb de todas as redes nos anos finais do ensino fundamental, Minas Gerais também lidera o ranking, com índice 4,8, seguido por São Paulo e Goiás, que alcançaram índice 4,7. Portanto, Minas Gerais está em primeiro lugar no ranking nacional do Ideb, quando considerado o universo das redes estaduais e também em todas as redes de ensino (municipais, estadual e escolas particulares).
O gráfico a seguir mostra o ranking do IDEB nos anos finais do ensino fundamental, com os índices obtidos pelas 27 unidades da Federação em 2013:

Com Ideb 4,7 do ensino fundamental, a rede estadual mineira não só garante o primeiro lugar do ranking pela primeira vez nos anos finais, como supera, com dois anos de antecedência, a meta brasileira para o conjunto das redes estaduais do país para 2015.

Programa de Intervenção Pedógica explica bons resultados
O bom desempenho no ensino fundamental da rede estadual mineira deve ser creditado a um dos principais programas educacionais já desenvolvidos no Brasil: o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP). Criado em 2007, o PIP foi desenvolvido, inicialmente, apenas nos anos iniciais do ensino fundamental e garantiu a liderança no ranking do Ideb para a rede estadual em 2009 e 2011. Em 2012, o programa foi expandido para os anos finais do ensino fundamental na rede estadual e ajudou a garantir a liderança mineira também nessa etapa de ensino.
O PIP realiza um trabalho permanente de visitas e acompanhamento nas escolas para orientar o plano pedagógico quando necessário, propor estratégias de intervenções, apoiar pedagogicamente os professores e alunos e, assim, garantir a qualidade do ensino. Atualmente, o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP) beneficia 1,262 milhão de estudantes em mais de 3,3 mil escolas estaduais mineiras.
Os bons resultados do PIP não impulsionam apenas o Ideb da rede estadual de Minas. Em 2013, a Secretaria de Estado de Educação repassou às prefeituras a metodologia do programa para os anos iniciais do ensino fundamental e conseguiu 100% de adesão entre os municípios mineiros. Isso significa que o PIP também colabora para a evolução do Ideb de todas as redes municipais mineiras que oferecem os anos iniciais do ensino fundamental.
Ensino médio entre os melhores
No ensino médio, a tendência dos resultados do Ideb é de estabilidade. A rede estadual mineira apresentou índice 3,6 em 2013. Em 2011, foi de 3,7. A rede estadual mineira continua entre as melhores do país, mantendo-se como terceira colocada entre as redes estaduais e em quarto lugar entre todas as redes. Considerando-se todas as redes (estadual, municipais e privadas), o Ideb de Minas no ensino médio passou de 3,9 para 3,8. Importante ressaltar que a evolução do Ideb do ensino médio é considerada o maior desafio em todos os estados brasileiros.

Contudo, a perspectiva para a rede estadual de Minas Gerais nos próximos anos nessa etapa de ensino é de evolução, em função do desenvolvimento do programa Reinventando o Ensino Médio. “O primeiro desafio é tornar o ensino médio atraente para que ele faça sentido para o jovem, para que ele venha e permaneça. É o grande desafio da educação básica no mundo, mas nós encontramos aqui um caminho que tem tido um resultado positivo. Da mesma forma que o PIP impactou o nosso Ideb e nos levou para o primeiro lugar nos anos iniciais, nós temos convicção de que o Reinventando o Ensino Médio também terá um impacto muito positivo e que ao longo dos próximos anos vamos ter boas notícias”. Em 2014, todas as 2.246 escolas estaduais mineiras que oferecem esse nível de ensino passaram a contar com ações do programa no primeiro ano desse nível de ensino.
O Reiventando o Ensino Médio é uma iniciativa inovadora no país, que busca deixar o ensino nesta etapa mais atrativo e qualificado. Isso é feito por meio de ações como a flexibilização curricular, a implantação de temas transversais, a realização de atividades extraclasse e extra-escola, o uso de tecnologias de informação e, principalmente, a integração de áreas de empregabilidade ao Currículo Básico Comum (CBC).
O programa teve início em 2012, de forma piloto, em 11 escolas do vetor norte de Belo Horizonte. Em 2013, foi ampliado para atender a outras 122 escolas em todo o Estado e, neste ano, todas as 2.246 escolas estaduais que ofertam o ensino médio passaram a ser atendidas.
O Reinventando o Ensino Médio ainda não gerou resultados reais no Ideb, porque o índice avalia escolas do 3º ano e, na maioria das escolas estaduais mineiras, o programa foi implantado em 2014. O primeiro Ideb em que se refletirão os impactos positivos do programa será em 2017, quando todos os alunos da rede estadual avaliados estarão inseridos no Reinventando o Ensino Médio.
O gráfico a seguir mostra o ranking do IDEB no ensino médio, com os índices obtidos pelas 27 unidades da Federação em 2013:

Metodologia utilizada pelo IDEB
Realizado pelo Ministério da Educação desde 2005, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é calculado a cada dois anos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais “Anisio Teixeira” (Inep). O cálculo do índice é feito a partir da combinação de dois fatores: desempenho dos alunos no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e rendimento escolar (taxa de aprovação).
O fator “desempenho” é apurado a partir das notas dos alunos na Prova Brasil, em Língua Portuguesa e Matemática, que são aplicadas a todos os alunos do ensino fundamental da rede pública brasileira. No ensino médio da rede pública e nas escolas privadas, as provas do Saeb são aplicadas de maneira amostral. Já os dados que indicam as taxas de aprovação são obtidos por meio do Censo Escolar.
(Durante o período eleitoral, o acesso a este conteúdo não foi disponibilizado no site da Secretaria de Estado de Educação)