Programa da Embaixada Americana vai selecionar 35 estudantes de escolas públicas de todo o País para intercâmbio nos Estados Unidos

Estudantes do ensino médio de escolas públicas de todo o País concorrem por uma oportunidade de representarem o Brasil nos Estados Unidos. O programa Jovens Embaixadores, promovido pela Embaixada Americana, chega essa semana a sua última etapa. Até sexta-feira, serão anunciados os nomes dos 35 estudantes que, durante três semanas, viverão nos Estados Unidos. Ao todo, 100 jovens de todo o País aguardam o resultado da seleção, 14 deles alunos de escolas públicas mineiras.

Larissa Francielle Miranda Moreira, aluna da Escola Estadual Amélia Santa Barbosa, de Betim, está entre os finalistas. A estudante do 3º ano descobriu o programa quando ainda não tinha idade para concorrer, através do site da Secretaria de Estado de Educação, que sua mãe, professora da rede estadual, acessa com freqüência. No ano passado pôde tentar, mas não deu certo.

Larissa, da Escola Estadual Amélia Santa Barbosa, de Betim, participou de outro projeto da Embaixada Americana, o Science Camp. Foto: Arquivo pessoal

“No ano passado não passei, mas esse ano tive sucesso. Tentei porque me identifiquei com o objetivo do programa, que é valorizar jovens que fazem diferença na sociedade. Estou confiante, meu Inglês melhorou muito depois que participei de outro programa da Embaixada Americana, o Science Camp, que me motivou para tentar o Jovens Embaixadores de novo”, conta Larissa.

O programa do qual a jovem participou, o Science Camp – Elas na Ciência, levou 92 meninas do ensino médio de todo o País para uma programação repleta de atividades práticas onde tiveram a oportunidade de trabalhar ao lado de renomados cientistas, pesquisadores e líderes no processo de desenvolvimento e implementação de pesquisas. O objetivo era estimular a curiosidade e o interesse das estudantes brasileiras em seguir seus estudos em uma das áreas das ciências.

Além de conhecer o Brasília e Manaus, Larissa se conheceu mais e cresceu. Agora, ela pretende continuar esse processo de amadurecimento com o Jovens Embaixadores. “Descobri um lado mais cientifico no Science Camp, tenho amigos de todo Brasil e fico feliz com essa oportunidade. Seria um grande prazer representar meu estado, meu País, mostrar aos americanos a grandeza, riqueza da nossa cultura. E minha família fica orgulhosa, isso me motiva a tentar mais e mais. Existem muitas oportunidades bacanas, só temos que procurar”.

Outro estudante da rede estadual que está entre os finalistas do ‘Jovens Embaixadores’ e espera conseguir essa oportunidade de conhecer os Estados Unidos e representar o Brasil é Júnio Lucas Araújo de Oliveira, aluno da Escola Estadual Geraldo Parreiras, em João Monlevade, região central do Estado.

Junio, da Escola Estadual Doutor Geraldo Parreiras, de João Monlevade, foi homenageado no Fórum Regional de Promoção da Paz Escolar e de Articulação em Rede de Nova Era, realizado no começo do mês. Foto: Arquivo SRE Nova Era

“Não esperava chegar tão longe. Aprendi inglês sozinho e achava que os outros seriam melhores que eu. Não acreditava que fosse chegar à final como cheguei. Foi uma surpresa. No processo seletivo pude conhecer a respeito de mim mesmo e do inglês, que é melhor que eu esperava”, diz Júnio.

Júnio, que vem de família humilde, aprendeu a Língua Inglesa sozinho. Mas a classificação já rendeu frutos. “Para saber como estava meu Inglês, fiz uma prova de para testar meus conhecimentos. Com esse resultado, uma escola de Inglês me classificou no nível avançado. Depois de explicar minha situação, que não poderia pagar o curso, e de apresentar os documentos que comprovam isso, eles me ofereceram uma bolsa de estudos”.

Mas o objetivo do estudante é mesmo o intercâmbio. “Acho que o programa pode abrir um leque de possibilidades para pessoas que têm interesse de estudar no exterior. Além da experiência cultural, acredito que se for para os Estados Unidos volto diferente. O intercâmbio vai contribuir pro meu desenvolvimento profissional e acadêmico. Também vai me ajudar porque vou ganhar uma experiência diplomática e quero seguir carreira na diplomacia.”

Processo de seleção

O processo de seleção dos estudantes que vão participar dessa edição do Jovens Embaixadores contou com prova escrita, exame oral e visita à casa dos candidatos com os melhores resultados. Uma comissão composta por representantes de diferentes entidades será responsável por escolher os estudantes que participarão da seleção nacional.

Puderam se inscrever jovens com idades entre 15 e 18 anos (até a data da viagem), que tiverem boa fluência oral e escrita em inglês, alunos do ensino médio na rede pública cin excelente desempenho escolar e que estivessem engajado por, pelo menos, um ano em atividades de responsabilidade social.

Jovens Embaixadores

O Programa Jovens Embaixadores foi criado no Brasil em 2002 e agora é replicado em 25 países. Os parceiros da Embaixada dos EUA nesta iniciativa são: FedEx, MSD, Dow Brasil, Microsoft, Bradesco, Carlson Wagonlit Travel, IBM, Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED) e Centros Binacionais.