‘XIII Fórum Regional de Promoção da Paz Escolar e de Articulação em Rede é realizado pela superintendência localizada no Valo de Rio Doce

No Vale do Rio Doce, duas escolas da rede estadual de ensino possuíam um objetivo comum: fazer do ambiente escolar um espaço não apenas para o aprendizado, mas também de respeito entre aqueles que o frequentam. Para a promoção dessa cultura da paz, as escolas estaduais ‘Josefina Pimenta’, no município de São João Evangelista, e ‘Aberlardo da Cunha’, em Peçanha, adotaram medidas distintas, mas exitosas quanto ao propósito. Essas boas práticas são apresentadas durante esta quarta-feira (09/10), no ‘XIII Fórum Regional de Promoção da Paz Escolar e de Articulação em Rede (Forpaz)’, sediado pela Superintendência Regional de Ensino de Guanhães.

Para um público com cerca de 500 participantes, a diretora da Escola Estadual Josefina Pimenta, Silvana Aparecida da Silva, destaca a experiência de sua escola na área de mediação de conflitos. “Temos um trabalho, realizado há muito tempo, que é a adoção do diálogo cara a cara. Nós observamos que o tempo ocioso era o que gerava o problema da indisciplina dos nossos alunos e falta de cuidado com o patrimônio. Buscamos então envolver esses alunos em atividades dentro da escola, desde ações no contraturno das aulas a iniciativas de preservação do ambiente escolar. Caso alguma aluno, por exemplo, não fizesse esse trabalho de preservação, o colega não tinha o papel de chamar a sua atenção, mas de conscientizá-lo sobre a importância desse cuidado. Temos conseguido bons resultados, mas tudo na base da conversa”, destaca.   

Estudantes durante apresentação na abertura da 13ª edição do Forpaz. Crédito: Divulgação SRE Guanhães

A parceria é outro elemento que pode ser incorporado quando a finalidade é promover a cultura de paz no ambiente escolar. A medida é um dos pontos fortes da Escola Estadual Aberlardo da Cunha, localizada em área de vulnerabilidade social. Em um trabalho com a Polícia Militar de Minas Gerais, diversas ações são desenvolvidas com o intuito de aproxima a polícia dos alunos mostrando aos estudantes que ela é uma parceira da escola. Para essa integração são realizadas visitas às salas de aula, gincanas e atividades que despertam a responsabilidades dos alunos. “Tudo o que fazemos na escola temos o foco na cidadania. A escola forma cidadão. No dia do estudante (11/08), por exemplo, os alunos tiveram aula fora da escola. Um grupo foi para a rodoviária, outro para a prefeitura da cidade e outro para um banco. Assim eles viram como são diversas e importante a rotina de vários cidadãos”, lembra o diretor Lucas Alves Pires Braga.

Corrente da paz

O Fórum tem como público os 74 diretores de escolas estaduais da regional, secretários municipais de educação e cultura, assistentes sociais, Conselhos Tutelares, Centros de Referência de Assistência Social, Associação Comercial e Ministério Público, entre outros parceiros. “A partir do Fórum, nós desejamos ter indicativos de ações junto a convênios locais. Queremos ocupar o tempo ocioso dos nossos estudantes com atividades diversas, como, por exemplo, a partir das áreas de empregabilidade com os alunos do Reinventando o Ensino Médio. Queremos construir ações que tenham sustentabilidade e que possam ser significativas aos nossos estudantes e escolas”, avalia a diretora da Superintendência Regional de Ensino de Guanhães, Márcia Godinho.

Participantes durante o credenciamento para o Forpaz, com sede em Guanhães. Crédito: Divulgação SRE Guanhães

Amanhã ocorrerá a ‘XIV Fórum Regional de Promoção da Paz Escolar e de Articulação em Rede (Forpaz)’. O encontro será sediado pela Superintendência Regional de Ensino de nova Era, na cidade de João Monlevade.

Forpaz

O Fórum de Promoção da Paz Escolar e Articulação em Rede (Forpaz) é uma rede articulada de parceiros engajada na prevenção e enfrentamento da violência nas escolas de Minas Gerais e pretende servir de suporte a diretores e educadores diante de situações geradoras de conflitos no ambiente escolar. Por meio dos fóruns regionais, diretores, educadores e secretários municipais de educação são capacitados a identificar os parceiros presentes em sua própria comunidade.