Projeto ‘Territórios Educativos’ é desenvolvido de forma piloto na regional norte da Capital Mineira

Em reunião realizada nesta quinta-feira (11) foi apresentado estudo referente ao atendimento escolar da regional norte de Belo Horizonte feito pelos sistemas estadual e municipal de ensino. A região foi escolhida para a fase piloto do projeto ‘Territórios Educativos’, uma parceria da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE) e da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, que oferece uma proposta de atendimento escolar integrado.

Cada território é caracterizado pelos alunos que residem e estudam no espaço. Com o projeto, Estado e Município buscam universalizar a educação básica na Capital Mineira, atender as demandas educacionais diferenciadas das famílias e viabilizar o atendimento educacional dos alunos em todos os níveis da educação básica.

Estudo do projeto 'Territórios Educativos' sobre a regional norte de Belo Horizonte foi apresentado nesta quinta-feira, na sede da Secretaria de Estado de Educação. Crédito: Hudson Menezes ACS SEE

Com o ‘Territórios Educativos’, será possível identificar, por exemplo, se as escolas de determinada localidade atendem a demanda educacional da comunidade ou se é preciso criar novas turmas e até novas escolas. O objetivo é garantir que o percurso escolar do aluno seja elaborado a partir de uma lógica, ou seja, o atendimento educacional, da educação infantil ao ensino médio, seja ofertado no próprio território no qual ele se localiza.

Estudo

O comitê gestor e o comitê executivo do projeto realizaram um estudo para a identificação de territórios educativos na regional norte de Belo Horizonte. A pesquisa aponta a existência de nove territórios educativos na regional que atende cerca de 40 mil alunos dos ensinos fundamental e médio regular e na modalidade de educação de jovens e adultos em 18 escolas estaduais e 17 escolas municipais de educação básica. Na região, a prefeitura de Belo Horizonte ainda conta com nove Unidades Municipais de Educação Infantil.

A ideia é que a partir dessa identificação, as famílias consigam acompanhar a trajetória escolar dos estudantes durante toda a educação básica e o poder público possa identificar as demandas educacionais especificas, como a necessidade de ampliação da oferta de vagas em um determinado território.

“Queremos construir uma metodologia de atendimento para que depois possamos aplicá-la às outras regionais de Belo Horizonte. Também queremos oferecer essa metodologia aos outros municípios para que eles possam trabalhar de forma integrada com o Estado sob a perspectiva de territórios educativos”, disse a consultora da SEE, Maria Céres Pimenta Spínola Castro.

O estudo foi validado pela secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, e pela secretária Municipal de Educação de Belo Horizonte, Sueli Baliza Dias. O próximo passo será apresenta-lo aos diretores de escolas estaduais e municipais da região norte para que também possam opinar sobre o levantamento. Durante a agenda também ficou definido que será criada uma resolução que fará adequações nos comitês gestor e executivo do projeto.

Regional norte

A escolha da região norte da Capital se deve a fatores como o alto índice de desigualdade social, diversidade cultural, além de ter uma tendência de crescimento populacional. Com o projeto haverá a formação de redes, entre escola e comunidade, dos parâmetros da realidade territorial.