Diretores educacionais e gerentes e analistas do Projeto de Educação em Tempo Integral e do Programa de Intervenção Pedagógica se reúnem em Belo Horizonte

Cerca de 850 educadores de todas as Superintendências Regionais de Ensino estão reunidos, ao longo desta semana, para participarem de oficinas, palestras e minicursos. O Encontro dos Gestores e Equipes Regionais da Diretoria Educacional é realizado no Hotel Tauá, em Caeté. Entre eles analistas do Projeto Educação em Tempo Integral (Proeti), do Programa de Intervenção Pedagógica (PIP) e diretores educacionais. “Vieram 15 servidores de cada regional. Assim, todos têm as informações e as atividades têm pelo menos um representante de cada Superintendência”, explica a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Raquel Elizabete de Souza Santos.

Cerca de 850 educadores de todas as regionais participam do encontro. Foto: Arquivo

Um diferencial do Encontro é a capacitação integrada de servidores que atual em diferentes áreas da educação. “É importante ter essa capacitação feita de modo integrado. Esses educadores vão poder se reunir em suas SREs e planejar o trabalho juntos”, afirma o gerente do Proeti, Gustavo Nominato. Flávia Peron é gerente do projeto em Manhuaçu e acredita que, trabalhando juntas, as ações podem ajudar uma à outra: “A gente se encontra, troca experiências e nosso objetivo é o mesmo: a melhoria do ensino. Para isso, contamos com a participação do PIP no acompanhamento do Proeti”.

A programação dos quatro dias do encontro, que termina amanhã, é formada por eventos com participação de todos e oficinas especializadas para os diferentes públicos.

Direitos humanos e cidadania na Educação em Tempo Integral

Uma das oficinas oferecidas para os analistas do Proeti foi de Direitos Humanos e Cidadania. “Esse ano, teremos um enfoque em temáticas especiais. Trabalharemos também com meio ambiente, por exemplo”, conta o gerente do Projeto. A oficina dá aos participantes formas de trabalhar esses temas com os estudantes.

Para o analista educacional de Barbacena, Gildásio de Oliveira Camargos, é importante levar esses temas à sala da aula para que as crianças e adolescentes conheçam seus direitos. “Todos nós temos direitos à educação, à liberdade, à alimentação saudável e muito mais. E os alunos devem saber isso, já que nossos direitos não nos são dados, são conquistados”, afirma.

Além da oficina de Direitos Humanos e Cidadania, os 100 analistas do Proeti que estão no encontro também foram capacitados em elaboração de projetos, Língua Portuguesa e Matemática para os anos finais e, amanhã, participarão de uma oficina de artes.

Participantes se dividiram em oficinas especializadas. Foto: Arquivo

Intervenção pedagógica e prática na sala de aula

Analistas e gerentes do PIP estão aprendendo conteúdos que serão levados aos professores das regionais e então para as salas de aulas.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, o foco foi o 3º ano. Em oficinas e minicursos, os profissionais trabalharam com atividades físicas e brincadeiras que, de forma pedagógica, ajudarão na alfabetização das crianças.

Já os analistas e gerentes dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) trabalharam todos os componentes curriculares. “Houve oficinas para os oito componentes e, em cada uma, foram abordadas as dificuldades que os professores têm em sala de aula”, explica Maria das Graças Pedrosa Bittencourt, superintendente de Desenvolvimento da Educação Infantil e Fundamental.

Os analistas envolvidos com o conteúdo de Ciências, por exemplo, aprenderam a criar um laboratório com materiais alternativos. Gleidson de Freitas Oliveira, um deles, é analista pedagógico do conteúdo PIP, e está tendo uma experiência positiva. “É importante dar significado ao que é ensinado para o aluno.” Para o educador, é importante ter uma metodologia diversificada para alcançar uma melhoria no ensino.

Gestão em foco

Enquanto a prática era assunto para a maioria, os 47 diretores educacionais das regionais tinham orientações sobre gestão. Para eles, os assuntos discutidos estão o Dia D (quando as escolas preparam seu plano pedagógico e o apresentam à comunidade), os resultados do Proeb, que acabaram de ser divulgados e o Programa Educar para Crescer.

Para diretora educacional de Pouso Alegre, Rosê Mary Bueno de Paiva Alcântara Cunha, duas capacitações se destacaram. “A resolução nº 2.197 (que dispõe sobre a organização e o funcionamento do ensino nas Escolas Estaduais de Educação Básica de Minas Gerais) foi abordada com uma metodologia diferente, com enfoque nos professores, e foi muito interessante. Gostei também do levantamento a respeito do trabalho de apoio às escolas. Essas capacitações sempre têm assuntos pertinentes e dão o suporte que precisamos nas SREs”.