Encontro promovido pela Magistra é realizado até sexta-feira no Hotel Fazenda Canto da Siriema, no município de Jaboticatubas

Cerca de 600 educadores estão reunidos esta semana para participarem de uma capacitação da Magistra. No “Encontro de Formação de Educadores Para Prevenção e Enfrentamento da Violência e Promoção de uma Cultura de Paz nas Escolas”, eles terão a oportunidade de assistirem a mesas-redondas, participarem de minicursos e compartilharem experiências sobre o tema. Entre esses educadores estão diretores, analistas e professores das mais de 500 escolas de todo o estado que participam do Escola Viva, Comunidade Ativa.

Encontro organizado pela magistra será realizado até a próxima sexta-feira. Foto: Lígia Souza ACS SEE

No primeiro dia do encontro, os participantes estiveram na solenidade de abertura, que contou com a secretária adjunta de Estado de Educação Sueli Pires, a diretora da Magistra Ângela Dalben, a secretária geral da Magistra, Laura Cordeiro, e Soraya Hissa, superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino da SEE, que acompanha o projeto Escola Viva, Comunidade Ativa. Além disso, os educadores assistiram à conferência de abertura, Território Escola: Entre ausências e emergências, com o Secretário Municipal de Cultura de Sorocaba, José Simões de Almeida Júnior. Para fechar o dia, houve uma apresentação do Trio Amadeus.

“O tema não é novo, mas tem várias facetas e requer novas discussões para acharmos novas respostas”, afirma Sueli Pires, secretária adjunta. Ela acredita que essa é uma oportunidade para apresentar soluções inovadoras nesse campo. A secretária adjunta afirma ainda que “a sociedade toda vem enfrentando situações de violência que afetam evidentemente as nossas escolas. E cada uma dessas escolas tem suas experiências e suas angústias. Vai ser bom compartilhar isso durante toda uma semana”.

Soraya Hissa, superintendente da SEE, também acredita que a violência está presente em toda a sociedade e que é importante enfrentá-la também dentro das escolas. “A violência não está concentrada em espaços específicos, mas alguns lugares precisam de ações mais urgentes”.

O encontro vai além da capacitação. Segundo Ângela Dalben, diretora da Magistra, os participantes são “os protagonistas nesse evento, que serão co-responsáveis pelo encontro e estarão junto com a Magistra, nos ajudando a encontrar as soluções”. Haverá um espaço para compartilhamento de experiências, onde alguns educadores poderão apresentar projetos desenvolvidos por suas escolas pela promoção de uma cultura de paz. “Nós temos que conhecer experiências vividas em diferentes contextos pelos educadores para favorecer a criação de alternativas de enfrentamento, novos formatos e novas perspectivas do mesmo fenômeno”, afirma a diretora.

Cerca de 600 educadores participam do encontro organizado pela Magistra. Foto: Lígia Souza ACS SEE

Um dos projetos apresentados essa semana é do professor de história Renê de Oliveira, que veio de Juiz de Fora. Com o título “A Construção dos valores sócio-democráticos: Uma Cultura de Paz na Escola”, o projeto trabalha a diversidade por meio da valorização da cultura afro-brasileira. “Em cima da Lei 10.639, de 2003, que trabalha a questão das africanidades, comecei a mostrar pra eles a importância do continente africano. Falo também da miscigenação racial do povo brasileiro, assim eles entendem que um não é superior ao outro e que aquele espaço é de todos”, conta o professor.

Expectativa

Depois dessa semana, os educadores esperam voltar para suas escolas com uma bagagem de conhecimento maior para enfrentarem seus próprios problemas. A professora de Português Cristina Alvarenga, que veio a Belo Horizonte para representar a Superintendência de Caxambu, não é diferente. “A gente espera aprender algumas técnicas aqui para saber mediar os conflitos que a gente tem na nossa escola. Estamos no interior, mas já temos alguns problemas.”

Já a supervisora Ana Maria Ferreira Gomes, de Uberlândia, trabalha em uma escola grande, com 2.500 alunos, localizada em uma área de vulnerabilidade social. “O bairro já teve até toque de recolher, então a situação é complicada. Dentro da escola não, o problema é o que cerca a escola”. Por essa razão, Ana Maria acaba sendo mais exigente. “Minha expectativa é alguma estratégia, uma ajuda, que possa ser usada de imediato”.

Se for como a Secretaria de Educação espera, o encontro vai ajudar Ana Maria. “Creio que daqui sairão muitas propostas e que cada um vai levar para sua escola e ver como ela pode ser aplicada. O importante é estarmos juntos em uma empreitada que é comum, que é coletiva”, afirma a secretária adjunta, Sueli Pires.