Comitiva fica em Belo Horizonte até a próxima sexta-feira, 11, para conhecer programas e iniciativas da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais

Oito membros da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc) se reuniram na manhã desta terça-feira, 8, na Cidade Administrativa, para um encontro com a secretária de Estado de Educação de Minas Gerais, Ana Lúcia Gazzola. O objetivo desta visita que segue até a próxima sexta-feira, 11, é apresentar e intercambiar as experiências exitosas de programas que a Secretaria de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) desenvolve em várias frentes pedagógicas.

A gerente de ensino médio da Seduc do Amazonas, Vera Lúcia Lima, contou que na reunião deste primeiro encontro, o Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simave), o programa Reinventando o Ensino Médio, que tem por objetivo reestruturar e ressignificar a escola pública na etapa final da educação básica, e a forma de atuação da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores, a Magistra, despertou o interesse da comitiva dos educadores e gestores do Amazonas.

Membros da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas vieram conhecer experiências mineiras e farão visitas técnicas. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais - Magistra será conhecida pela equipe. Foto: Bárbara Camargo

Durante a conversa, Ana Lúcia Gazzola, pôs a disposição todos os protótipos e informações de programas que a SEE-MG desenvolve, e destacou a importância deste intercâmbio de frentes e ações. “É possível que destas discussões surja um terceiro projeto que nenhuma das duas secretarias ainda tinha concebido”. Para Ana Lúcia Gazzola, ambos os estados de Minas Gerais e do Amazonas possuem territórios extensos e heterogeneidade cultural, o que aproxima os desafios e propicia uma futura e eventual cooperação.

No encontro, Ana Lúcia Gazzola fez, também, uma breve explanação para os visitantes sobre os principais programas da Secretaria Educação de Minas Gerais, como Professor da Família, Programa de Educação em Tempo Integral (Proeti), Programa de Educação Profissional (PEP), Escola Viva, Comunidade Ativa, Aprofundamento de Estudos, Fórum de Promoção da Paz Escolar e de Articulação em Rede (ForPaz), Educação do Campo, Território Educativo e Minas Presente nas Escolas, que chamou de moldura para parcerias institucionais.

Os membros da comitiva demonstraram também interesse pelo processo de indicação dos diretores de escolas da rede estadual de ensino de Minas Gerais. O cargo de diretor de escola é de livre nomeação do governador do Estado, mas os ocupantes desse cargo são indicados por meio do voto em processo que envolve toda a comunidade escolar. Para participar do processo, todos os candidatos devem possuir certificação prévia comprovando o domínio de atribuições técnicas e a vida funcional egressa do gestor escolar. “Todos devem passar por um crivo administrativo e ético. A comunidade pode indicar, o processo de consulta existe, mas criamos esta exigência”, explicou a secretária Ana Lúcia Gazzola.

Projeto de Intervenção Pedagógica em Minas

O Projeto de Intervenção Pedagógica (PIP) é, na opinião de Ana Lúcia Gazzola, um dos projetos mais emblemáticos em curso no Estado e que pode servir de referência para outros sistemas educacionais. “O PIP é eficiente, solidário e corrente. Tenho uma vasta carreira acadêmica e nunca tinha trabalhado com algo parecido. Em 2002, o nível de proeficiência dos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental em Minas Gerais era de 48,6%. Cinco anos depois este número saltou para 88,9%”, pontuou a secretária.

Superintendente de Avaliação Educacional da Secretaria de Estado de Educação apresentou o Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simave) para a comitiva do SEDUC Amazonas. Foto: Bárbara Camargo ACS/SEE

Ana Lúcia Gazzola destacou ainda o trabalho realizado pelas equipes do PIP nas Superintendências Regionais de Ensino (SRE) que mapeiam as demandas em cada uma das comunidades escolares espalhadas pelo estado. “Os nossos servidores são frequentemente capacitados e acompanham de perto a realidade escolar de cada região. Temos escolas razoáveis, estratégicas e consolidadas e para cada uma delas existe uma periodicidade de visitas. Em 2012, foram 47 mil visitas realizadas em todo o estado de Minas Gerais”, explicou Ana Lúcia Gazzola enfatizando o trabalho do PIP, que auxilia os professores, por intermédio de equipe pedagógicas, a elaborarem metas, estratégias e metodologias a partir das deficiências.

A instalação de placas com o Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (IDEB) de cada escola em locais de visibilidade, ação na qual Minas é pioneira, foi também apontada como medida de transparência e promoção da participação da comunidade escolar na melhora de resultados.

Outros destaques

Entre outros pontos de destaque da educação mineira, a secretária ressaltou ainda para os membros do Seduc Amazonas a descentralização de recursos para as escolas estaduais mineiras. Por meio do instrumento da caixa escolar, cada escola consegue administrar recursos de manutenção e custeio e, dessa forma, facilitar a gestão. No fim de 2012, a Secretaria ainda criou o regime especial de adiantamento, que tornou ainda mais prático a gestão dos recursos por parte das escolas.

Exemplo da Educação em solo amazonense

O projeto do Seduc Amazonas, que oferece aulas em vídeo para estudantes do ensino médio de comunidades rurais e ribeirinhas, foi apontado pela secretária Ana Lúcia como algo exemplar. Utilizando antenas para fazer a transmissão das aulas em tempo real, a Seduc Amazonas veicula aulas com professores mestres e doutores para aproximadamente 30 mil alunos de áreas carentes e isoladas via centro de mediação de tecnologia. Um professor in loco acompanha e coordena as video-aulas ministradas.