Até o final da semana, inspetores discutirão as melhorias e novos desafios em grupos de trabalhos que ajudarão a elaborar novo modelo para inspetoria no estado

Aproximadamente 600 inspetores escolares da rede estadual de ensino de Minas Gerais se reuniram nesta última segunda-feira, 19, com a secretária de estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, para o primeiro dia do Encontro de Inspetores Escolares de Minas Gerais.

Nos próximos dias inspetores se reuniram para refletir sobre o papel, as funções e formas de atuação crítica dos inspetores escolares de Minas Gerais. Foto: Bárbara Camargo

O objetivo do encontro que segue com seus trabalhos até a próxima sexta-feira, 23, é refletir sobre o papel, as funções e formas de atuação crítica dos inspetores escolares, que irão compor grupos de trabalhos nos próximos dias para troca de experiências e discutir formas de atuação e colaboração em rede. O novo modelo para a inspetoria escolar será também apresentado aos inspetores para que façam as proposições.

A secretária de estado, Ana Lúcia Gazzola, disse para os inspetores que a ideia é “introduzir um novo modelo para inspetoria escolar para que esta função tenha cada vez mais caráter estratégico. A escola é um fato social complexo, e todas as esferas contribuem, interferem na sua realidade. Precisamos que todos os inspetores se debrucem sobre todas as atividades que envolvem a esfera escolar, que vão desde o pedagógico até o administrativo”.

Segundo Ana Lúcia Gazzola, a razão para o encontro, “o primeiro de outros que virão” adveio das demandas e situações colocadas pelos inspetores durante as visitas às Superintendências Regionais de Ensino e que eram desconhecidas pela Secretaria de Estado de Educação.

“Daí a ideia do encontro como espaço de estudo e discussão. Ouviremos a sugestões e faremos as mudanças necessárias se os argumentos refletirem o sistema como ele é. O Encontro de Inspetores Escolares tem três grandes missões: precisamos construir uma posição clara sobre o que é o cargo, sua missão e como o sistema precisa se assentar. A outra é definir as tarefas – modelo de alocação de pessoal e ações –, e a outra, é definir a forma como vocês, inspetores, irão desdobrar os encontros”, completou Ana Lúcia Gazzola.

A professora da Universidade Federal de Minas Gerais, Maria Auxiliadora Campos Araújo, falou sobre as políticas educacionais no Brasil e o papel do Inspetor Escolar na coferência de aberura. Foto: Bárbara Camargo

A professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), convidada para falar sobre “as políticas educacionais no Brasil e o papel do Inspetor Escolar” na conferência de abertura, Maria Auxiliadora Campos Araújo, lembrou que os inspetores têm uma função determinante no enfrentamento, na minimização e suavização dos novos desafios inerentes ao espaço escolar, e também na garantia ao acesso e na permanência do aluno na escola.

“É preciso monitorar e trabalhar as dificuldades á medida que forem surgindo. Aprender a ler o entorno da escola, garantir a autonomia da escola, a valorização do magistério, dos colegiados e conselhos e a descentralização do poder são indicadores de qualidade que devem ser observados. Tudo isso deve ser feito em reuniões periódicas que reflitam as dificuldades e realidades das escolas reais”, defendeu Maria Auxiliadora.

A diretora da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores, Ângela Imaculada Loureiro de Freitas Dalben, frisou que a oferta dos minicursos de capacitação para os inspetores escolares que estão previstos “é a primeira ação de formação para este público seleto. Precisamos identificar as lacunas, estruturar um trabalho em rede e discutir as especificidades de cada região. É sabido que os inspetores escolares, ao longo dos últimos anos, vêm acumulando responsabilidades em relação às exigências e atribuições dos cargos que ocupam e cos desafios que a realidade educacional apresenta”, destacou.

O Grupo Folclórico Sarandeio do Deparatmento de Educação Física da UFMG enecerrou o primeiro dia do Encontro de Inspetores Escolares de Minas Gerais.

O Grupo Folclórico Sarandeio foi fundado em 1980 e em 1997 a direção do grupo passou a ser do bailarino e coreógrafo Gustavo Côrtes, atual professor de Folclore e Dança da UFMG, que ampliou o acesso ao grupo, permitindo a entrada de bailarinos de outras companhias e pessoas da comunidade geral.