Secretaria de Estado de Educação é uma das cinco instituições integrantes da Comissão que conta ainda com o apoio do Tribunal de Justiça, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Polícia Militar, Polícia Civil e Ministério Público
A secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, participou nesta segunda-feira, 05-11, da assinatura da Resolução Conjunta para criação de uma Comissão de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, na Cidade Administrativa.

O documento tem como objetivo adotar medidas efetivas de cooperação técnica entre os partícipes para o enfrentamento da violência contra a mulher.
Participaram também os secretários de Desenvolvimento Social, Juliano Fisicaro Borges, da Saúde, Antônio Jorge Souza Marques, a superintendente de regionalização Neuza, Ferreira, representando a Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego, o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Defesa Social, além de representantes do Tribunal de Justiça, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Polícia Militar, Polícia Civil e Ministério Público.
A secretária de estado de Educação disse que “violência doméstica é um fato social complexo que necessita de ações inter setoriais e de políticas públicas de co-responsabilidade para o combate. Minas Gerais já avançou nesse sentido. Mas de fato o estado precisa investir em políticas de desenvolvimento social e cidadania que acho um avanço pleno e efetivo. No âmbito da Educação, a Secretaria já desenvolve ações voltadas para o assunto, como o projeto “Maria da Penha vai ás escolas”, e com iniciativas voltadas para políticas de direitos e de valores. A intenção é abranger a ideia de cidadania no ambiente escolar”.
Na visão do secretário adjunto da Secretaria de Estado de Defesa Social, Denilson Feitosa “foi somente no século XXI que passamos a responder a estes problemas, porque assumimos que este mal existe, é verdadeiro, apesar de muitos quererem acreditar que violência contra mulher é passado. Mas a violência é complexa, e abarca não só o campo físico, mas também o estrutural e cultural. A violência acontece também nas minúcias e é acumulativa” disse o secretário adjunto.
Por esta razão, o secretário adjunto de Defesa Social considera que “a violência sistemática não se resolve com apenas um aspecto ou intervenção. Vamos incluir todas as ações que permitam a mulher alcançar igualdade, com ajuda de políticas de todas estas instituições”, observou. Para a desembargadora Heloísa Helena, que representou o Tribunal da Justiça no ato da assinatura “a união de trabalho vai trazer á longo prazo resultados positivos, porque acaba com a dispersão de políticas voltadas para o enfrentamento contra a violência da mulher. E não se trata de feminismo, por que isso não existe mais.
A Defensora Pública-Geral, Andréa Abritta Garzon Tonet, falou por sua vez que é preciso de fato “criar novos pensadores sem gênero. É preciso ensinar e difundir o pensamento da igualdade. A mulher que avança (na sua vida pessoal e profissional) não pode ser brutalizada. Acho que quando o estado em rede se une para combater a violência contra a mulher temos que comemoram sim, mas temos que refletir muito sobre está mácula que sofremos em pleno século XXI”, observou Andréa.
Para o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Márcio Martins Sant´Ana, “Entendemos como algo extremamente importante a articulação no enfrentamento da violência contra a mulher. A PM já possui iniciativas como a Patrulha de Prevenção de Violência Doméstica, mas sabemos que não temos o condão para resolver este problema sozinha. A organização é importante para que o atendimento seja efetivo e não estanque”.