Iniciativas são coordenadas pelos analistas educacionais da Superintendência de Muriaé em parceria com professores da rede estadual
Na Zona da Mata, um grupo de escolas estaduais que oferece educação em tempo integral conta com um apoio lúdico na hora das atividades desenvolvidas no contraturno. Com os projetos ‘Daqui pra lá, de lá pra cá’ e ‘Brincadores Escritores’, os analistas educacionais da Superintendência Regional de Ensino de Muriaé, fazem um estímulo ao raciocínio lógico, à criatividade, à cooperação e à imaginação dos estudantes do 1º ao 5º anos do ensino fundamental. O trabalho, realizado em parceria com os professores, é feito a partir de jogos que passarão por 12 escolas da regional que participam do projeto Educação em Tempo Integral, da Secretaria de Estado de Educação.
“Tivemos uma doação de brinquedos, como jogos da memória e quebra cabeças. Então pensamos que, em vez de repassar os jogos à apenas uma escola, nós decidimos fazer um trabalho lúdico com os estudantes de várias escolas da região”, lembra a analista educacional da Superintendência de Muriaé, Kelly Fumian da Silva. O projeto teve início no primeiro semestre de 2012.

Daí surgiu o primeiro projeto, o ‘Daqui pra lá, de lá pra cá’, que em sua fase inicial foi desenvolvido na Escola Estadual Columba Teixeira e Silva, em Muriaé. O nome da iniciativa se deve à ação de caráter itinerante. Os jogos, que são armazenados em uma caixa passam de escola, em escola e possibilitam aos professores que atuam no projeto Educação em Tempo Integral, uma ‘ferramenta’ a mais para os trabalhos com os estudantes.
Antes de levar os jogos aos alunos, os professores e supervisores estudam suas regras para, em seguida, repassar as orientações aos estudantes. “Como os jogos serão levados a outras escolas, os estudantes devem se comprometer com o uso responsável dos jogos, uma vez que outras escolas irão recebê-los e utilizá-los”, explica a analista educacional.

Para o momento lúdico, os pequenos são divididos em equipes e, após a prática dos jogos, produzem textos, em que relatam aos colegas, da próxima escola a ser contemplada com o jogo, a experiência que tiveram com o desenvolvimento do projeto.
A professora Geórgia Célia Machado Mazorque, da Escola Estadual Columba Teixeira e Silva, disse que quando a ideia dos jogos foi apresentada à escola, ela achou que não daria certo, pois são brincadeiras que não fazem parte do cotidiano dos alunos.
“Porém foi excelente e os alunos aproveitaram mesmo. Com os jogos, aquela resistência à escrita ficou de lado, pois, como eles teriam que escrever sobre o momento da brincadeira. Como as cartas seriam enviadas a alunos de outras escolas, eles capricharam nos textos”, comenta a professora.

A estudante do 5º ano do ensino médio, Vitória Karoline de Freitas Souza, de 10 anos, participa do projeto e destaca que o mais importante é ter a oportunidade de interagir com os colegas a partir das brincadeiras. “Em um dia, a gente brincava em duplas. No outro, a professora deixava todo mundo brincar junto. Eu gosto, porque brincar sozinho não tem graça”, avalia.
Com essa ação de visita e acompanhamento às escolas, teve início o outro projeto, o ‘Brincadores Escritores’. Nesta iniciativa, outra caixa agrupa outros tipos de brinquedos, como bonecas, ursos de pelúcia e carrinhos. A partir desses brinquedos, os estudantes constroem histórias que também serão levadas, dentro de um livro oco, a estudantes de escolas da regional. Com as inúmeras produções textuais, o projeto que deve se prolongar em 2013, ainda terá muitas histórias para contar.