As 15 oficinas ministradas no evento levaram aos profissionais possibilidades diferenciadas da prática educacional

De um lado da roda chocalhos, pandeirinhos, caxixis. Do outro lado, pedaços de madeira, tampinhas de garrafa e até funis se transformaram em instrumentos musicais nas mãos dos educadores que participaram da oficina “Vivência musical no Cotidiano Escolar”. A oficina foi ministrada pela professora Alícia Loureiro no “I Congresso de Práticas Educacionais da Rede Pública do Estado de Minas Gerais”. Além dessa oficina, outras 14 foram apresentadas para os profissionais da educação que participam do Congresso.

Foto: Amanda Lelis ACS/SEE

A professora de química Tatiana Rodrigues, da Escola Estadual Levi Durães Peres, veio de Montes Claros para participar do Congresso. Com muito bom-humor, a educadora disse que ainda não sabe como unirá música ao ensinamento da disciplina e que “essa é uma descoberta que será feita junto com os alunos”. Tatiana afirma que as oficinas têm sido bem aproveitadas e que cada aprendizado será aplicado na sala de aula, quando retornar do Congresso.

“A oficina está sendo um momento rico de aprendizado e motivação. Este momento é muito importante para nós, professores, pois podemos trocar experiências e conhecer práticas diferentes. A música tem o poder de nos envolver e estamos desejosos desse envolvimento na escola para que o nosso aluno desenvolva o aprendizado de maneiras diferentes, cada dia mais”, ressaltou a professora Tatiana Rodrigues.

Outra oficina que já teve boa repercussão durante o Congresso é a ministrada pela professora Carmem de Castro. A professora trabalha o tema “Gestão Escolar”, trazendo aos participantes um novo ponto de vista sobre o tema, que é um dos focos do evento. “Ao falar de gestão, estamos mexendo com a zona de conforto desses profissionais. Tento fazer com que os gestores construam uma nova visão da escola e do seu papel de gestor. Acredito que, fora da escola, o profissional da educação tem mais condição de reavaliar suas práticas, de refletir sobre o seu cotidiano de trabalho, e pensar de maneira diferente”, ressaltou Carmem de Castro.

A especialista em educação básica, Inez Gervásio, que trabalha na Escola Estadual José Castro de Araújo de Poços de Caldas afirmou estar aproveitando as oficinas ministradas no Congresso. “Nessa oficina da Carmem, estamos colocando a gestão em análise e reflexão. A Carmem está propondo uma quebra de paradigma, um modo de pensar a gestão por outros ângulos, o que nos permite utilizar o que ouvimos aqui e adaptar à realidade da escola”, disse Inez Gervásio.

Carmem ressaltou a importância das discussões geradas durante a oficina. “O objetivo do minicurso não é colocar alguém em frente a vários ouvintes, mas suscitar debates, fazer com que as pessoas participem, tragam suas contribuições para o grupo”, destacou.

Inez Gervásio elogiou a iniciativa da Magistra, a Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores. “A estrutura e toda a organização da Magistra para o Congresso foi muito boa. Essa é uma estrutura com foco no professor, de respeito ao profissional. Resumo esse evento em uma palavra: respeito”, destacou a especialista.

Outra oficina que ganhou a atenção dos educadores foi a ministrada por Rebeca Godinho. A professora trouxe dicas preciosas de como cuidar de um importante instrumento de trabalho dos educadores: a voz. Rebeca falou da importância de manter hábitos que possibilitam a prevenção de problemas de saúde vocal. Entre esses hábitos, Rebeca destaca que é importante beber água constantemente e também ficar de olho na alimentação em dias que antecedem a prática de longa exposição vocal. Alimentos como os derivados do leite e frutas cítricas devem ser evitados enquanto a maçã é um bom aliado à proteção da voz.