Tema do programa Roda de Conversa, que vai ao ar na próxima segunda-feira (24-09), relação será discutida entre especialistas

Na escola aprendemos a ler, escrever, interpretar e socializar, além de assimilar fundamentos para a vida. Mas educação só se aprende na escola? E a família e a comunidade, como ficam nesse contexto? “Escola, família e comunidade”, esse é o tema a ser discutido no programa Roda de Conversa que vai ao ar nesta segunda-feira, 24, às 11h30, no Canal Minas Saúde. Entre os convidados Luciano Campos Silva, professor do Departamento de Educação da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Walter Ude Marques, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Paula Cambraia de Mendonça Vianna, vice-diretora e coordenadora de programas e projetos da Magistra.

Programa Roda de Conversa reúne três especialistas para discutir temáticas educacionais. Foto: Divulgação

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) são claros: entre as obrigações das escolas está a articulação com as famílias,  que  têm direito a acompanhar o processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. Porém, nem sempre isso acontece na prática, o que dificulta a formação do vínculo entre diretores, professores, alunos, comunidade escolar, famílias e a comunidade do entorno. Mas que escola é essa do século XXI?  “É uma escola nova que se propôs a ser para todos, diferente daquela escola dos nossos pais e avós. Ela acolhe os que estiveram ausentes  desse espaço e isso acarreta dificuldades  em termos de proposta pedagógica e da redefinição de seu papel na sociedade”, explica o professor da Ufop, Luciano Campos Silva.

Até o século XIX, a definição de papéis entre escola e família era clara: a primeira cuidava da "instrução", da transmissão de conteúdos, enquanto a segunda se dedicava a ensinar valores, hábitos e atitudes. Mas a partir do século XX,  a escola passou a ser reconhecida como espaço de aprendizagem dos conteúdos e de valores para a formação cidadã.  Dessa forma, as fronteiras se tornaram confusas, como argumenta o professor da UFMG, Walter Ude Marques. “A escola, que durante muito tempo cumpriu uma função tradicional de transmitir conteúdos sistematizados, mudou e hoje são atribuídas a ela novos desafios como socializar, cuidar do bem estar psicológico e afetivo. Aquela criança e jovem de 30 anos atrás não existem mais, então a escola não pode trabalhar com esse modelo tradicional”, defende o professor.

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Mas, o que se pode esperar das famílias, além de garantir o ingresso e a permanência das crianças em sala de aula? Para a vice-diretora da Magistra, Paula Cambraia de Mendonça Vianna, quando se sentem integradas, as famílias participam do cotidiano escolar e se tornam parceiras no desafio de melhorar o desempenho dos filhos.  “A escola precisa de uma interlocução constante com seu entorno, com sua família, por outro lado essa família também está num processo, numa construção diferente da família de séculos atrás, o caminho é mantermos um olhar mais amplo para família e para a comunidade e evitar um olhar preconceituoso e engessado”, afirma a vice-diretora.

Na telinha

O ‘Roda de Conversa’ é um programa de televisão, veiculado pelo Canal Minas Saúde, que vai ao ar na segunda-feira, às 17h30 com reprises às quartas, em dois horários, às 11h30 e às 18h.

Debate temas relevantes do cotidiano escolar sob a perspectiva pedagógica e conta com participação de três especialistas mediados por um jornalista. Divido em três blocos, com duração média de 52 minutos, o programa exibe matérias jornalísticas abordando o assunto discutido.  Também é disponibilizado para download no Canal YouTube da Magistra e na página do Centro de Referência Virtual do Professor (CRV). Até o final do ano serão produzidos dez programas.

Quem quiser participar enviando sugestões de temas ou comentários, basta ligar para (31) 3379-8289 ou enviar e-mail para magistra.rodadeconversa@educacao.mg.gov.br .

Certificação para educadores

Nas escolas, ao assistir aos programas, os servidores da educação poderão ser certificados, desde que acompanhem no mínimo, 75% das exibições. O acompanhamento é feito a partir de lista de presença que ficará sob a responsabilidade do diretor da escola, depois serão encaminhadas para as Superintendências Regionais de Ensino e posteriormente certificados pela Magistra.