Minas avançou em todos os níveis e desenvolve projetos em áreas apontadas pelo ministro como gargalos
Em entrevista coletiva, realizada nesta terça-feira (14-08), o Ministro da Educação Aloizio Mercadante ressaltou os avanços conquistados pelas redes municipais, estaduais e privadas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). De acordo com os resultados do Ideb, as anos iniciais e finais do ensino fundamental, no geral, apresentaram avanços. Já o ensino médio ficou estável no país. Em Minas, todos os níveis de ensino apresentaram evolução.
Durante a coletiva, Aloizio Mercadante destacou os aspectos que contribuíram para o avanço da educação nos anos iniciais do ensino fundamental, nível de ensino no qual a rede estadual mineira ficou classificada como a melhor do país. O ministro ressaltou a importância da ampliação da escolarização para nove anos Minas Gerais foi a primeira unidade da federação a universalizar a oferta do ensino fundamental de nove anos, ainda em 2006.

O Ministro também ressaltou a importância do estabelecimento de metas para que estados e municípios possam evoluir. “A meta é construída a partir dos resultados efetivos que a rede possui. Com a meta queremos estimular a evolução. Para quem tem o maior Ideb fica mais difícil continuar avançando. Todos os secretários de educação e o MEC devem se debruçar sobre esses dados, tanto para comemorar os avanços quanto para corrigir as deficiências e poder alcançar ou superar as metas”, conclui Aloizio Mercadante.
Além do Ideb, Minas também aplica avaliações diagnósticas próprias, por meio do Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simave). Com as avaliações do Proalfa e Proeb o Estado avalia anualmente estudantes do ensino fundamental (3º, 5º e 9º) e médio (3º ano), o que permite corrigir distorções e criar projetos para aprimorar a qualidade do ensino.
Mercadante também apontou desafios para os anos finais do ensino fundamental, como atenção maior dos educadores para o reforço pedagógico na tentativa de identificar as dificuldades dos estudantes. Nesse nível de ensino, Minas Gerais, cuja rede estadual foi classificada como a 2ª do país, ampliou este ano o Programa de Intervenção Pedagógica para os anos finais.
Já em relação ao ensino médio, pontos como a estrutura curricular e a formação inicial e continuada dos educadores são apontados pelo ministro como gargalos. Nesse sentido, Minas Gerais inaugurou em 2012 a Magistra - Escola de Formação Profissional de Educadores - para promover a formação continuada dos servidores da educação e também tem um projeto para reformular o currículo do ensino médio. O Reinventando o Ensino Médio começou em 2012 em escolas da rede estadual de Belo Horizonte e, a partir de 2013, será ampliado para outras 122 escolas do Estado. O objetivo é que o projeto chegue a todas as escolas de ensino médio do Estado até 2014.