Atividades serão realizadas durante I Fórum Regional de Promoção da Paz Escolar e de Articulação em Rede
A promoção da paz escolar passa pela mediação de conflitos. E é este o aprendizado que cerca de 120 técnicos e diretores receberam durante a I Jornada Regional de Mediação Escolar, realizada em Juiz de Fora na última quinta-feira, (05/07). A atividade faz parte do I Fórum Regional de Promoção da Paz Escolar e de Articulação em Rede, que segue até esta sexta no Instituto Metodista Granbery, em Juiz de Fora, na Zona da Mata.
A subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica da Secretaria de Estado de Educação, Raquel Elizabete de Souza Santos, destacou durante a abertura do Fórum que o caráter pragmático como o diferencial do encontro e da parceria com a Defensoria Pública. “Não vamos acabar com o conflito, mas vamos aprender a fazer esta mediação. Os mecanismos e instrumentos para lidar com este tipo de situação devem ter como foco aprender a ouvir o outro, e este tem sido um desafio para toda a sociedade”, afirma.

A diretora da Superintendência Regional de Ensino de Juiz de Fora, Belkis Cavalheiro Furtado, vê a realização deste primeiro Fórum na cidade como o início da divulgação do trabalho em rede. “Começamos o trabalho aqui e teremos multiplicadores em todas as escolas, estaduais e municipais. Recebemos diretores de 97 escolas estaduais da região, e de 30 secretários municipais de educação”, completa.
Os fóruns regionais são iniciativas do Forpaz (Fórum de Promoção da Paz Escolar), que tem como parceiros a Secretaria de Estado de Educação (SEE), Defensoria Pública e Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), entre outros. Ainda este ano, servidores de Governador Valadares, Uberaba, Belo Horizonte e região metropolitana e áreas afins, receberão o Fórum Regional do Forpaz.
O objetivo do Forpaz é fomentar a articulação em rede para a prevenção e resolução de problemas relacionados à violência no ambiente escolar. Nos Fóruns Regionais, educadores e diretores serão estimulados a identificar possíveis parceiros na comunidade local, além de serem capacitados a levar a mediação de conflitos para dentro das escolas da rede pública.

Programação de ações
Ao longo da Jornada, os presentes participaram de palestras que contemplam técnicas e abordagens relacionadas diretamente à mediação de conflitos, conduzidas pela Defensora Pública e mediadora de conflitos Francis de Oliveira Rabelo Coutinho. Dinâmicas de grupo aplicadas durante as apresentações trazem uma perspectiva diferente a respeito das condições geradoras de conflitos: “O conflito é um instrumento para ser ouvido. Todo jovem que começa um conflito quer, na verdade, ser ouvido”.
A defensora pública e coordenadora criminal da capital, Roberta de Mesquita Ribeiro, espera que os participantes da Zona da Mata voltem para as escolas onde trabalham motivados a mobilizar sua rede local. “É preciso que cada escola possa se articular diante de problemas que não são da educação, mas da sociedade. A expectativa é de criar multiplicadores, porque, se não houver articulação da rede, não vamos alcançar nosso objetivo”, diz.
O grupo, de pouco mais de 100 pessoas, será quatro vezes maior para o Fórum Regional de Promoção da Paz Escolar e de Articulação em Rede, que começa às 9 horas da sexta-feira (06/07). Além de uma apresentação oficial do Forpaz, serão conhecidos exemplos bem-sucedidos de mediação de conflitos no ambiente escolar.
Bom exemplo em Juiz de Fora
Após passar por experiências na área de mediação de conflitos na Escola Estadual Professor Teodoro Coelho, a diretora da instituição, Lílian de Cássia Ramos Rodrigues, acredita que o Fórum tem proporcionado a direção e o apoio para o enfrentamento deste problema cada vez mais atual: “O gestor tem que ser mediador e psicólogo, e, na maior parte das vezes, agimos de forma leiga, tentando acertar. Por isso a capacitação é tão importante”, conclui.