Programa alerta para os males do uso do cigarro, sobretudo entre crianças e jovens

Hoje, quinta-feira (31-05), no Dia Mundial sem Tabaco, o Canal Minas Saúde exibe programa que alerta para os males do uso do cigarro. Batizado de "Cigarro – tô fora", o programa vai ao ar em quatro horários - 8h, 10h, 14h e 16 horas.

Transmitido para praticamente todas as escolas estaduais mineiras, o programa conta com a participação da médica e especialista, Cibele Fontes Alves, além de crianças e adolescentes (entre nove e 17 anos). A iniciativa é da Superintendência Central de Perícias Médicas e Saúde Ocupacional da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

O Canal Minas Saúde atinge, aproximadamente, 11 mil localidades, entre estabelecimentos de saúde, centros de referência de assistência social, presídios e unidades socioeducativas. Pela rede estadual de ensino, 99% das escolas já possuem as antenas que retransmitem a programação do Canal.

Antenas do Canal Minas Saudé instaladas nas escolas estaduais farão a transmissão do vídeo educativo. Foto: Arquivo SEE

Fumo passivo

E o cigarro não traz prejuízos apenas para os fumantes. Pesquisa desenvolvida na Faculdade de Medicina da UFMG alerta que o tabagismo passivo também está relacionado ao risco de desenvolvimento da asma.

Desenvolvida pela pneumologista pediátrica Rosiléa Alves da Silva, a pesquisa analisou 374 pacientes do programa de controle da asma “Respira Legal”, da Prefeitura de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, entre janeiro de 2009 e agosto de 2010.

O estudo acadêmico procurou avaliar a prevalência da sibilância recorrente – quando a criança apresenta “chiado” no peito em pelo menos três ocasiões ao longo de um ano.

A conclusão é que cerca de 80% dos pacientes da pesquisa que continuaram sibilando após os seis anos apresentavam rinite alérgica, uma demonstração da relação direta entre alergia e asma. Ficou demonstrado, ainda, que a influência do fumo passivo foi significativa quando a criança passou a apresentar sibilância recorrente após os três anos: 60% das crianças avaliadas estavam expostas à fumaça do cigarro.

Mais informações no sítio de notícias da Faculdade de Medicina da UFMG.