Entre os principais investimentos, estão a ampliação da frota e a contratação de motoristas, além da criação de coordenação e qualificação dos diretores
O constante investimento em infraestrutura e equipamentos na rede estadual passa também pelas 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs). A Secretaria de Estado de Educação encerrou, no último mês de abril, a primeira etapa de investimentos nas sedes de Superintendências. Entre equipamentos e serviços, a Secretaria investiu cerca de R$3,7 milhões desde o início da atual gestão.
As Superintendências Regionais de Ensino são, na avaliação da secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, a extensão do órgão central, assegurando a aplicação da política educacional nas várias regiões do Estado. “Minas é um estado continental e para assegurar que nossa rede estadual de educação funcione adequadamente, é necessário que as superintendências tenham condições de trabalho. Investir nas SREs é muito importante, assim como é fundamental investir nas escolas”, afirma a secretária.

Um dos focos da Subsecretaria de Administração do Sistema Educacional foi a ampliação de frota. Além dos veículos que já rodavam em cada uma das sedes, foram fechados contratos para a utilização de 77 veículos terceirizados. Com esse reforço, cada Superintendência passa ter uma média de sete carros, importantes para dar às estruturas condições de atender as demandas das escolas.
“A ampliação de frota foi uma das necessidades que identificamos nas Superintendências. Considerando as distâncias que os servidores têm que percorrer para fazer presentes nas escolas e cidades em sua jurisdição e é essencial ter uma frota que atenda à demanda”, explica o subsecretário de Administração, Leonardo Petrus. Além dos veículos, foi providenciada também para as Superintendências a contratação de motoristas terceirizados. No total, foram autorizadas as contratações de 84 motoristas, ao menos um por SRE. Também foi feita a informatização dos processos de gestão de pessoal para realizar o processo de atualização da vida funcional dos servidores.
Em relação à aquisição de equipamentos, a Secretaria de Educação tem mobilizado recursos para modernizar a estrutura de todas as sedes das SREs. Para serviços de reprografia, por exemplo, cada sede de SRE recebeu pelo menos quatro novas impressoras. No total, foram adquiridas 155 impressoras monocromáticas e outras 48 impressoras a laser. Esse novo maquinário vai possibilitar a impressão de mais de 2,2 milhões de cópias mensais em preto e branco, além de 240 mil cópias nas impressoras a laser.
Outro investimento na área de tecnologia é a aquisição de 180 terminais de vídeo- conferência para as 47 SREs. “Esses terminais vão possibilitar a realização de reuniões sem que as diretoras de Superintendências precisem sair de suas sedes. É uma forma de modernizar e estreitar o contatos com essas diretoras, além de minimizar custos, pois diminui a necessidade de deslocamento para reuniões”, explica Leonardo Petrus. Receptores via satélite, dois televisores por Superintendência, micro-computadores, máquinas de calcular e 300 aparelhos de ar-condicionado também estão na lista de compras da Secretaria para as SREs.
Rede capacitada
Outra grande mudança foi a criação, no início da gestão, da Coordenação das Superintendências Regionais de Ensino. A estrutura está diretamente subordinada ao Gabinete da Secretaria e responde por articular, dar apoio, suporte e coordenar as atividades junto às SREs. “A coordenação é fundamental para garantir a identidade da Secretaria junto a todas as regiões, além de agilizar demandas e acompanhar a implementação de projetos, ações e programas. A coordenação tem uma função estratégica”, defende a secretária Ana Lúcia Gazzola.
Outro exemplo de investimento nas Superintendências Regionais é a implementação de um programa permanente de capacitação. Estão sendo oferecidos cursos de gestão e em várias áreas e dimensões do processo educacional, além de seminários de mediação de conflitos e cultura da paz.
Além disso, para o exercício do cargo do diretor de SRE, foi introduzida a exigência da certificação. Este instrumento é importante para assegurar a qualificação dos gestores, que têm que lidar com questões diversas e diferenciadas.
Nova etapa de investimentos