Prestes a completar 158 anos, o Estadual Central  começa ano letivo de 2012 com novidades

O espaço é um dos mais tradicionais e traz consigo muitas histórias da educação em Minas. A Escola Estadual Governador Milton Campos, popularmente conhecida como Estadual Central, completa 158 anos em março. Para celebrar a data, a instituição passou por uma reforma na rede física, com a pintura de uma de suas unidades. “Nós realizamos a pintura da unidade 1, que é a mais antiga, por meio de uma parceria com o Minas Tênis Clube. A reforma atingiu quase 60 salas, entre salas de aula e parte administrativa, e os banheiros. As grades das rampas de acesso às salas de aula também foram retiradas, o que era uma demanda antiga de nossos alunos. Todas essas mudanças já estavam prontas quando as aulas iniciaram”, comenta o diretor.

Com recursos da Secretaria de Estado de Educação (SEE), do Governo Federal e da própria escola, foi possível a aquisição de três projetores multimídias, dois computadores e dois home theaters para as salas de vídeo. A outra unidade do Estadual Central passou por uma reforma geral há dois anos. As obras foram realizadas pela SEE e o investimento foi de mais de 500 mil. Também por meio de outra parceria, a escola vai colocar ventiladores em 30 salas de aula vão contar com ventiladores.

Pintura nas dependências da escola marcam o início do ano letivo de 2012. Foto: Hudson Menezes ACS SEE

As transformações não param por aí. No mês do aniversário, os quatro mil alunos, professores e funcionários que circulam pela escola vão ter acesso às notas, materiais de apoio pedagógico, história e projeto pedagógico da escola no site (www.colegioestadualcentral.com.br) que passa por reformulações. É a tradição que vai ao encontro dos recursos tecnológicos do mundo atual. “Desta forma, vamos deixar nossa escola mais transparente, acessível e, realmente, inserida no século XXI que é o século das tecnologias virtuais”, aponta o diretor.

Nova logo da escola foi escolhida em concurso entre os estudantes. Foto: Hudson Menezes ACS SEEPara a estudante do 2º ano do ensino fundamental, Izabela Caroline Moreira de Assunção, de 15 anos, a ideia do site vai contribuir muito para os estudantes da escola. “Acho que vai facilitar muito a vida dos alunos, até porque muitos dos estudantes da escola não moram por aqui. Então, ter que comparecer ao colégio apenas para pegar a nota é um pouco complicado”, comenta a estudante.

Outra mudança que a escola traz para o ano de 2012 está relacionada ao uniforme. O novo modelo também é branco, com borda em tom azul e a logomarca é o auditório da instituição. A mudança foi feita com após um concurso, em que os estudantes apresentaram suas propostas para a nova logo, em substituição à antiga, que retAs estudantes Karen (esquerda) e Izabela (direita) destacam a diversidade dos alunos como o ponto forte da escola. Foto: Hudson Menezes ACS SEEratava um auditório estilizado.

“Eu achei o uniforme muito legal. É diferente e traz um dos símbolos da escola que é o nosso auditório” ressalta a estudante do 2º ano do ensino médio, Karen Barbosa Rocha, de 15 anos.


A história em números

Foi em Ouro Preto, no ano de 1.854, que o Estadual Central começou suas atividades. No ano de 1.897, passou a funcionar em Belo Horizonte, com a transferência da capital mineira. Após passar por alguns endereços na cidade, a escola atende atualmente no bairro de Lourdes. O colégio funciona em duas unidades, separadas por uma rua, a Antônio de Albuquerque. Uma das unidades é obra do arquiteto Oscar Niemeyer e foi inaugurada em 1.956. A estrutura do prédio tem o formato de elementos que remetem a sala de aula. O auditório tem como base o mata borrão, objeto utilizado antigamente para tirar o excesso da tinta das canetas; a caixa d’água se assemelha a um giz; a cantina tem o formato de uma borracha; e o espaço das salas de aula e área administrativa têm a forma da régua T, muito utilizada na engenharia.


Com 110 turmas do ensino médio, 3.500 alunos, um quadro de 178 professores e 110 funcionários a escola mostra que sua gradiosidade não está apenas na história da educação no estado.  Três salas de vídeo, dois de informática, sete quadras poliesportivas, uma piscina e um teatro com capacidade para 350 pessoas integram a rede física da instituição.

“A experiência de estudar aqui tem sido muito legal, pois convivo com pessoas bem diferentes uma das outras. Procuro ter amizade com todo mundo, um pouquinho de cada grupo. As pessoas são de várias regiões da cidade”, aponta a estudante do 3º ano do ensino médio, Amanda Carolina Alves de Oliveira Gonçalves, de 17 anos.