Ministério entrou com ação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais nesta quinta-feira

O Ministério Público Estadual entrou com uma ação para solicitar que a paralisação dos professores da rede estadual de ensino seja decretada ilegal. A ação foi protocolada na 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais na última quinta-feira (15-09) e distribuída para o relator, o desembargador Roney Oliveira.


O Ministério Público já havia movido uma ação para decretar a ilegalidade na Vara Cível da Infância e da Juventude de Belo Horizonte. O juiz responsável, Marcos Padula, contudo, arquivou o processo, pois entendeu que o órgão não era competente para julgar o mérito da ação.

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Continuidade das aulas

O Governo de Minas já vem tomando medidas para que os estudantes da rede estadual de ensino afetados pela paralisação parcial dos professores retornem à normalidade. Esta semana, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) publicou resolução autorizando a designação de professores para substituir os docentes paralisados. A previsão é de que a demanda seja por 12 mil profissionais.

Desde o início de agosto, a SEE já havia autorizado a designação de professores para o 3º ano do ensino médio com o intuito de diminuir o impacto da paralisação sobre os estudantes que prestarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos dias 22 e 23 de outubro. Cerca de 2,4 mil professores foram contratados, o que supre pelo menos 96% da demanda.

Projeto de lei

Um projeto de lei, enviado à Assembleia Legislativa pelo governador Antonio Anastasia, que aprimora o modelo de remuneração por parcela única e aplica o piso nacional para os professores também no modelo antigo, por vencimento básico, está pronto para ser votado em plenário. Entre as melhorias do projeto, está um novo posicionamento dos servidores na tabela do subsídio e 5% de aumento anual para os servidores que estiverem no atual sistema remuneratório.

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