Resultados da avaliação apontam maior crescimento no desempenho das crianças de 8 anos das escolas do projeto Escola Viva, Comunidade Ativa e da Rede Crescer.

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    “Toda criança lendo e escrevendo até oito anos de idade” é a meta que tem mobilizado os educadores de Minas. A série histórica do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa) aponta uma evolução significativa e consistente do nível de alfabetização no 3º ano do ensino fundamental em toda a rede pública. A secretária de Estado de Educação, Vanessa Guimarães Pinto, apresentou ao governador Aécio Neves os resultados dos dois grupos de escolas que vêm crescendo mais que o do conjunto de escolas da rede estadual. São escolas que enfrentam situações externas que interferem no ambiente escolar e no aprendizado. As escolas integrantes do projeto Escola Viva, Comunidade Ativa (EVCA) estão localizadas em áreas de alto risco social e as da Rede Crescer se concentram nas regiões mais carentes de Minas. 


O crescimento da proficiência média entre 2006 e 2008 das escolas do projeto Escola Viva, Comunidade Ativa foi maior que a média da rede estadual, respectivamente 12,91% e 11,4%, e a porcentagem de alunos que se encontram no nível recomendável nas escolas do projeto também teve crescimento maior do que o das escolas da rede Estadual. O percentual de alunos das escolas do EVCA no nível recomendável de leitura cresceu 87,91%, enquanto na rede estadual o crescimento foi de 48,87%. Em 2008, a avaliação do Proalfa apontou que 68,4% das crianças de 8 anos das escolas participantes do projeto lêem no nível recomendado. Na rede estadual o índice ainda é um pouco maior: 72,5%. Por outro lado, a porcentagem de alunos no nível baixo (crianças que não sabem ler com autonomia) teve maior queda nas escolas Viva (62%) do que no geral das escolas estaduais (55,19 %), entre 2006 e 2008.


Das 503 escolas participantes do projeto Escola Viva, Comunidade Ativa, 370 oferecem os anos iniciais avaliados pelo Proalfa 2008, e 72% delas alcançaram a proficiência média no nível recomendado, ou seja, acima de 500 pontos. Vale destacar que em 26 escolas do EVCA 100% dos alunos estão no nível recomendável.


O Projeto Escola Viva, Comunidade Ativa é uma ação do Governo de Minas que tem por finalidade tornar as escolas públicas localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social preparadas para atender às necessidades educativas das crianças e jovens mais afetados pelos fenômenos da exclusão social e da violência. Diversas ações focadas, que incluem a melhoria da rede física e dos equipamentos, a capacitação de professores, o uso de material adequado e o trabalho contínuo para o envolvimento dos pais e da comunidade, são realizadas pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) para que o ambiente escolar seja propício ao aprendizado. Atualmente são atendidos 456.745 mil alunos de 503 escolas localizadas em 103 municípios mineiros. Destas, 105 escolas estão localizadas em Belo Horizonte, 114 em 15 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e 284 em 87 municípios do interior. O projeto começou em 2003 em 80 escolas de BH, no ano seguinte se expandiu para a RMBH e, no final de 2007, foi ampliado para o Interior.

 Rede Crescer
Cerca de 80% dos alunos que apresentam baixo desempenho na rede estadual estão concentrados em mil escolas e 50% dessas crianças estão nas 415 escolas da chamada Rede Crescer.  Grande parte dessas escolas se encontra na região Norte de Minas e nos vales do Jequitinhonha e Mucuri. A proficiência média desse grupo de escolas, em 2006, era 459,1, muito abaixo da proficiência média da rede estadual (494) e mesmo das Escolas Viva (471,0). No entanto, esse grupo foi o que apresentou maior taxa de crescimento de 2006 a 2008: 14,17%, seguido pelas Escolas Viva, com 12,91%. Em relação às faixas de proficiência, as Escolas Viva conseguiram a mais alta taxa de crescimento do percentual de alunos no nível recomendável: 87,9%, seguidas pelas escolas da Rede Crescer, com 76,4%. Em relação à faixa de baixo desempenho, a queda foi mais forte nas Escolas Viva (62%), enquanto a Rede Crescer reduziu em 51,7%.


Todas as escolas da rede estadual planejam suas ações a partir dos resultados das avaliações. Nas escolas que integram o projeto Escola Viva e a Rede Crescer, a SEE intensificou o apoio tanto no trabalho de intervenção pedagógica quanto na melhoria da rede física, materiais e equipamentos para fortalecer o trabalho dos gestores e educadores focado no desempenho dos alunos.

Proalfa - Programa de Avaliação dos Ciclos Inicial e Complementar de Alfabetização
O Proalfa é realizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SEE), e identifica os níveis de aprendizagem em relação à leitura e à escrita dos alunos. É parte da estratégia da SEE para alcançar a meta de fazer que em Minas toda criança saiba ler e escrever até os 8 anos de idade, em 2011. A avaliação é censitária para os alunos do 3º ano (8 anos de  idade ) e amostral para os do 2º e 4º anos. A censitária é nominal e identifica o nível em que se encontra cada aluno, o que possibilita intervir em sua aprendizagem de forma pontual e individualizada, se necessário. A amostral produz indicadores de alfabetização para subsidiar o processo de intervenção pedagógica na escola. Em todas as escolas da rede estadual de ensino, professores, diretores e especialistas se reúnem para analisar os resultados das avaliações externas e elaboram o Plano de Intervenção Pedagógica com base nos resultados do desempenho dos alunos. As escolas se apropriam dos resultados e convidam também os pais e responsáveis para conhecer, discutir e participar das ações propostas no plano.
Minas Gerais é o único estado que produz dados específicos sobre os níveis de alfabetização dos alunos de toda a rede pública. O Estado é precursor na construção de instrumentos de avaliação testados e aperfeiçoados, cujos resultados estão aptos a serem utilizados pelos gestores e professores na melhoria do processo de alfabetização. O Proalfa faz parte do Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simave) e foi desenvolvido através do trabalho integrado entre a SEE, o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed), da Universidade Federal de Juiz de Fora, e o Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale), da Universidade Federal de Minas Gerais.  Realizado pelo terceiro ano consecutivo, o Proalfa se consolida como um instruento de políticas públicas transformadoras na área de Educação já que permite mapear exatamente onde estão localizados o sucesso e o fracasso dos alunos por rede, por município e por escola.

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Faixas de proficiência
O Proalfa estabeleceu uma escala de proficiência para avaliação da alfabetização do 2º ao 4º anos do ensino fundamental que varia de 0 a 800 pontos e está dividida em três faixas. Para os alunos do 3º ano do EF, considera-se como: baixo desempenho a proficiência situada na faixa de 0 até 450;  desempenho intermediário (de 450 a 500) e desempenho recomendável (acima de 500). Para esses alunos, o desempenho é considerado recomendável quando já são capazes de ler frases e pequenos textos e já começam a desenvolver habilidades de identificação do gênero, assunto e finalidade dos textos. Todo o esforço da SEE é no sentido de reduzir o percentual de alunos na faixa de baixo desempenho e aumentar esse percentual no nível recomendável.

 

Confira a lista de escolas do projeto Escola Viva que possuem 100% dos alunos no nível recomendável.

Confira o depoimento de alguns pais e diretoras de escolas.

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO