Objetivo do encontro é discutir a política de educação especial e o atendimento nas escolas estaduais

A rede estadual de ensino de Minas Gerais conta com 24 escolas especiais que juntas atendem mais de 2,2 mil alunos. Nesta quarta-feira (6/11) e quinta-feira (7/11), os diretores dessas escolas e representantes das 18 Superintendências Regionais de Ensino (SREs) às quais elas pertencem participam da “I Reunião das Escolas Especiais da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais”.

O encontro tem por objetivo discutir com os profissionais a organização das diretrizes pedagógicas voltadas para as escolas especiais, como destaca a superintendente de Políticas Pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), Kellen Senra. “É um momento de discutirmos como estão as questões de acesso, permanência e qualidade no atendimento dos estudantes. Vamos falar sobre a organização do atendimento e das diretrizes pedagógicas. Também pretendemos rever o atendimento das oficinas pedagógicas e focá-las mais na qualificação profissional”.

Encontro reuniu diretores das 24 escolas especiais do estado. Foto: Arquivo da Escola

Interação e proximidade

Segundo a diretora da Escola Estadual de Educação Especial Risoleta Neves, em Ituiutaba, Katiuce Cristine Araújo Ribeiro, o contato mais próximo entre as escolas especiais e o órgão central da SEE é uma demanda antiga dos gestores. “Esse é um encontro desejado há muitos anos pelos diretores das escolas especiais. Nós agradecemos à secretária Julia Sant’Anna por proporcionar esse momento. Antes não tínhamos a oportunidade de discutir presencialmente e coletivamente as nossas demandas”, afirmou.

Ainda segundo a gestora, a expectativa é que a reunião tenha desdobramentos positivos. “Acredito que esse é o início de uma nova relação entre a Secretaria e as escolas especiais. A partir desse momento, nós teremos a oportunidade de ressignificar o papel das escolas especiais no contexto das novas políticas educacionais”.

A diretora da Escola Estadual Maria das Dores de Souza, em Juiz de Fora, Maria Aparecida Godinho, também destacou a importância do diálogo mais próximo. “ É a primeira vez que a educação especial está sendo ouvida. O mais importante dessa reunião é a interação das superintendências com os diretores”, ressaltou.

Durante a reunião, os educadores estão apresentando suas demandas e, por meio de oficinas, discutindo as expectativas em relação ao atendimento da educação especial para 2020.