O letramento como vivência e leitura de mundo foi abordado, na terça-feira (28/5), durante o I Encontro de Professores para o Ensino do Uso da Biblioteca. O evento foi realizado pela Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Divinópolis, em parceria com o Cefet da cidade, e teve como objetivo aprimorar o funcionamento das bibliotecas escolares, abordando-as como mobilizadoras da comunidade escolar em torno de práticas de incentivo à leitura. Cerca de 150 professores da rede estadual de educação da região participaram do evento.

As atividades do encontro foram iniciadas com a apresentação de práticas de sucesso desenvolvidas por duas instituições de ensino da região. As profissionais Maria das Dores Cordeiro, Alessandra Moreira e Ivani Cardoso de Souza representaram a biblioteca da Escola Estadual Martin Cyprien. Elas apresentaram as atividades do Clube de Leitura da escola. Leandro Teixeira, aluno da unidade escolar, também participou da apresentação, demonstrando como a música é usada na aliança para o acolhimento dos participantes nas reuniões do projeto.

Profissionais da Escola Estadual Pedro Primo também participaram do evento, apresentando os projetos Almofadas Literárias e TV Pedro Primo (televisão confeccionada com papelão na qual os estudantes se posicionam para serem filmados falando sobre suas leituras). As duas iniciativas são executadas com a participação da comunidade escolar.

“Todas as experiências apresentadas impressionam pela criatividade e pela maneira simples com que conquistam a adesão da comunidade escolar. Seja por meio do aconchego que as almofadas literárias representam, do tom de brincadeira que a TV de papelão assume ou do caráter cultural do Clube de Leitura, todas essas iniciativas têm em comum um esforço de conquista, sedução dos alunos para que se engajem nas práticas de leitura”, comenta Neusa Maria Cançado Guimarães, assessora pedagógica da SRE Divinópolis.

Representando o Cefet Divinópolis, o professor de Língua Portuguesa, Literatura e Cultura, Rodrigo Alves, ministrou palestra sobre Práticas de Letramento. Para ele, “os educadores precisam abandonar a velha crença de que devem partir do próprio repertório para a promoção das práticas de letramento. O caminho precisa ser inverso. É importante considerar a bagagem cultural dos estudantes para, então, favorecer o diálogo desses saberes com novas e diversificadas leituras de mundo, não apenas restritas aos livros, mas ampliadas para os mais variados suportes, considerando as muitas possibilidades em que os textos verbais e não verbais podem se manifestar”, sintetiza o professor Rodrigo.